Pela primeira vez desde o início da crise sanitária, a República Democrática do Congo registrou mais de 8 mil ocorrências de Ebola. O boletim epidemiológico mais recente, divulgado nesta segunda-feira (28), aponta um total de 8.067 infectados e 3.901 óbitos em decorrência da doença no território congolês.
Dimensão histórica da epidemia
Esta crise já se consolidou como a maior e mais letal já registrada no país, ultrapassando amplamente a epidemia enfrentada entre 2018 e 2020. Em termos continentais na África, o atual cenário fica atrás apenas da devastadora crise na África Ocidental ocorrida entre 2014 e 2016, que afetou Guiné, Serra Leoa e Libéria com mais de 28,6 mil contaminados e 11 mil vítimas fatais.
Disseminação geográfica e cepa viral
Atualmente, a transmissão do patógeno já alcançou sete das 26 províncias existentes na nação africana.
O agente causador desta epidemia é o vírus Bundibugyo. De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde, a infecção provocada por esta cepa ainda não possui um tratamento específico disponível.
As autoridades de saúde continuam monitorando a evolução dos registros enquanto o país enfrenta os desafios logísticos e médicos para conter o avanço da doença nas regiões afetadas.




















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