Pesquisa Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro dividem o país

Quaest mostra regiões onde Lula e Flávio Bolsonaro têm melhor desempenho

Uma nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28) evidencia uma disputa presidencial profundamente polarizada e marcada por fortes contrastes regionais no Brasil.

Cenário nacional e o peso do Sudeste

No panorama geral do primeiro turno, o presidente Lula (PT) registra 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alcança 34%. Quando a simulação avança para o segundo turno, ambos aparecem tecnicamente empatados com 42% cada. É na região Sudeste, que concentra o maior colégio eleitoral do país, que os dois principais concorrentes encontram o maior ponto de aproximação. No primeiro turno da região, Lula cresceu de 30% para 33%, ao passo que Flávio foi de 36% para 35%, estreitando a diferença de seis para apenas dois pontos percentuais. Na etapa seguinte, o representante do PL pontua 43% frente a 37% do atual chefe do Executivo.

Domínio petista no Nordeste e Norte

O Nordeste consolida-se como o principal reduto eleitoral favorável ao petista. Nessa área, Lula atinge 56% contra 24% de seu adversário, abrindo uma frente expressiva de 32 pontos. Esse desnível regional permanece estável também na simulação de segundo turno, onde o petista marca 58% e o senador fica com 29%.

Por sua vez, a região Norte também registra vantagem para o atual presidente. No primeiro turno, ele pontua 42%, superando os 38% atribuídos ao parlamentar do PL. A distância amplia-se no segundo turno, alcançando 50% a 41%. O intervalo de uma semana foi marcado por um crescimento de oito pontos para Lula nessa localidade, enquanto seu opositor registrou uma leve retração de dois pontos.

Avanço conservador no Centro-Oeste e Sul

O panorama se inverte drasticamente nas regiões Centro-Oeste e Sul, onde a força do bloco oposicionista se sobressai. No território centro-ocidental, Flávio chega a 44% no primeiro turno, distanciando-se dos 29% obtidos por seu principal oponente. Entre 21 e 28 de setembro, o senador experimentou um salto de oito pontos, ao passo que o petista oscilou um ponto para baixo. Paralelamente, o ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD), que possui sua principal base eleitoral na área, recuou de 14% para 5%.

Especialistas apontam que essa migração numérica pode indicar um processo de voto útil do eleitorado conservador migrando para o candidato do PL, embora os números consolidados não confirmem isoladamente tal transição.

Em terras sulistas, a vantagem conservadora se repete com margens amplas. No primeiro turno, o senador contabiliza 41% das preferências, contra 27% do petista. Já na disputa direta de segundo turno na região, o cenário atinge 54% a 29%, configurando um comportamento eleitoral alinhado ao padrão observado no Centro-Oeste e oposto ao verificado no Norte e Nordeste.