EUA afrouxam regras de combustíveis e reduzem foco em elétricos

EUA vão estabelecer padrões menos rigorosos de consumo de combustível

O governo dos Estados Unidos vai oficializar na próxima segunda-feira novas diretrizes que flexibilizam as regras de consumo de combustível para a frota de veículos no país até o ano de 2031. A medida marca uma reversão drástica na política ambiental adotada na gestão anterior, que incentivava a transição para veículos elétricos.

Mudanças na indústria automotiva

O presidente Donald Trump confirmou a aprovação das novas exigências para automóveis e caminhões, argumentando que a mudança trará alívio financeiro aos compradores ao baratear os veículos novos. O secretário dos Transportes, Sean Duffy, classificou o anúncio como uma grande conquista para a mão de obra da indústria automotiva nacional.

Embora o Departamento de Transportes projete uma economia média de US$ 930 por automóvel na hora da compra, as projeções oficiais indicam efeitos colaterais importantes a longo prazo, como o aumento expressivo nas taxas de emissões de dióxido de carbono nas próximas décadas.

Impacto ambiental e no bolso

A flexibilização das normas ocorre em um momento delicado para os motoristas norte-americanos, que lidam com forte alta nos preços dos combustíveis motivada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado nos últimos dias de fevereiro.

Sob a administração do democrata Joe Biden, as exigências de eficiência energética haviam sido endurecidas consideravelmente. O plano anterior determinava aumentos anuais agressivos na média de eficiência exigida para os fabricantes, mirando a liderança global em tecnologia limpa e a redução drástica de gases poluentes.

Comparativo entre as regras

A nova proposta estabelece uma meta de 34,5 milhas por galão para a frota total até 2031, um recuo expressivo em comparação com a marca de 50,4 milhas por galão estipulada pela gestão democrata anterior.

Cálculos do próprio órgão regulador apontam que a desregulamentação elevará o gasto total com abastecimento em cerca de US$ 185 bilhões e resultará em um incremento de 5% nas emissões poluentes até 2050. Críticos da atual gestão argumentam que a decisão enfraquece a competitividade americana frente à China no setor de energia sustentável e penaliza o consumidor final nos postos de gasolina.