O ministro Gilmar Mendes, integrante do Supremo Tribunal Federal, utilizou as redes sociais no último domingo, 27, para defender uma reestruturação profunda tanto no Judiciário quanto no sistema financeiro nacional. A manifestação do decano acontece logo após a divulgação de mensagens pela Polícia Federal que apontam encontros em seu gabinete com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Críticas ao modelo financeiro e cobrança de investigações
Durante seu posicionamento, o magistrado classificou o modelo de atuação do Banco Master como parasitário. Além disso, exigiu que o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil abram investigações para apurar a conduta de magistrados e profissionais da advocacia envolvidos no caso, em uma tentativa de conter a crise de imagem enfrentada pela Suprema Corte.
Reunião sob suspeita e omissão de mensagens
Em 18 de setembro, o ministro tentou provar sua isenção ao divulgar um trecho de mensagem em que Vorcaro afirmava que ele estaria contra seus interesses em julgamentos de precatórios do setor sucroalcooleiro. No entanto, o decano omitiu o início do texto, que trazia um pedido de socorro do empresário antes de ser recebido em audiência privada no STF para discutir causas bilionárias.
Articulações em Brasília e contratos sob escrutínio
Novos desdobramentos das investigações expuseram a proximidade de Vorcaro com autoridades da capital federal, incluindo articulações para encontros com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Registros da polícia também apontam que o ex-cunhado do ministro, Chiquinho Feitosa, firmou um contrato de R$ 500 mil por mês com uma companhia associada ao banqueiro. Toda a movimentação de defesa do magistrado ocorre em meio aos esforços para mitigar os danos políticos do cancelamento de R$ 4,7 bilhões em precatórios.
















Leave a Reply