Durante um ato de campanha em Goiânia, o senador Flávio Bolsonaro declarou que integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) colaboraram com o Partido dos Trabalhadores para propagar um boato contra sua candidatura. A desinformação apontava que o parlamentar teria a intenção de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
Divergência jurídica e críticas ao Supremo
O parlamentar denunciou a existência de uma estrutura financiada com recursos públicos voltada para desinformar os eleitores e direcionou duras críticas ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado revogou uma ordem anterior do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a exclusão imediata de uma publicação feita pelo humorista Antonio Tabet.
A decisão de Mendonça estipulava multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento e previa a retirada de mais de mil links com conteúdos semelhantes da internet. No entanto, Dino considerou a medida desproporcional e defendeu a preservação da liberdade de expressão e manifestação religiosa, observando que a mensagem humorística não mencionava o nome do senador diretamente. Em resposta, a campanha de Flávio afirmou ter mapeado os perfis responsáveis e prometeu acionar a Justiça Eleitoral.
A origem do boato sobre o projeto de lei
O rumor começou a circular após uma emissora de notícias vincular erroneamente o senador a uma proposta legislativa antiga. Trata-se, na verdade, de um texto apresentado em 2007 pelo então deputado Professor Victório Galli, que já havia sido arquivado definitivamente em 2008.
Embora a emissora de televisão tenha transmitido uma correção formal com pedido de desculpas, admitindo o equívoco na atribuição da autoria, a narrativa enganosa continuou a se espalhar com intensidade pelas redes sociais e plataformas digitais.
Manifestação oficial da CNBB
Diante das acusações públicas, a CNBB publicou uma nota oficial rejeitando veementemente qualquer ligação com a criação ou compartilhamento de notícias fraudulentas durante a corrida eleitoral.
A entidade episcopal reforçou que não participa de arranjos político-partidários, não apoia candidaturas específicas e condena a desinformação, independentemente de quem seja atingido ou beneficiado no processo democrático.
















Leave a Reply