MPF quer suspender licença da Petrobras na Margem Equatorial

MPF pede suspensão de licença da Petrobras para perfuração na Margem Equatorial

MPF quer suspender licença da Petrobras na Margem Equatorial Ministério Público Federal aciona a Justiça para paralisar perfurações da Petrobras na Margem Equatorial. Entenda os motivos e a defesa da estatal. O Ministério Público Federal (MPF) acionou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) com um pedido de urgência para paralisar a licença de perfuração concedida à Petrobras no bloco FZA-M-59, situado na Bacia da Foz do Amazonas. De acordo com o órgão ministerial, 17 cidades paraenses integram a zona de impacto do projeto, gerando riscos diretos a populações indígenas, quilombolas e pescadores artesanais da região.

Exigências para retomada

A petição protocolada pelo MPF estabelece que as operações só devem ser retomadas após a efetivação de uma consulta prévia aos povos tradicionais localizados na costa do Pará. O documento também cobra a elaboração de estudos pesqueiros específicos, a criação de um plano de compensação adequado e a revisão dos limites geográficos da área de influência. Além disso, o órgão argumenta que o processo judicial deve tramitar na Justiça Federal do Pará.

Posição da estatal e descobertas

Em sua defesa, a Petrobras sustenta que o empreendimento encontra-se estritamente na etapa de pesquisa exploratória e que as análises técnicas não apontaram danos socioambientais diretos a terras indígenas ou comunidades tradicionais. A petroleira destaca também que promoveu mais de 80 encontros e audiências públicas em 22 municípios distribuídos entre o Pará e o Amapá previamente ao início dos trabalhos. Vale lembrar que, em 14 de agosto, a companhia confirmou a extração de óleo de excelente qualidade no poço batizado de Morpho.

Expansão das atividades

No início do mês, precisamente em 3 de agosto, o Ibama alterou a autorização ambiental para viabilizar a perfuração de outros três poços além do Morpho, situado a aproximadamente 175 quilômetros do litoral amapaense. A empresa reforça que segue rigorosamente todas as normas ecológicas vigentes, assegura a normalidade de suas operações e argumenta que o aeroporto de Oiapoque opera estritamente dentro dos limites de sua capacidade licenciada.