O Conselho Superior do Ministério Público Federal formou maioria nesta sexta-feira (25) para assegurar a permanência do procurador-geral da República, Paulo Gonet, na condução das apurações ligadas ao Banco Master.
Decisão e votação no CSMPF
A cúpula do órgão, composta por 10 membros, deliberou sobre o caso com nove votantes, uma vez que Gonet não participa do pleito. Apesar do consenso em barrar o afastamento, divergências surgiram entre os conselheiros quanto à necessidade de aprofundar a verificação de dados envolvendo o chefe do MPF.
O relator do caso, Sanseverino, pontuou que os diálogos localizados no aparelho telefônico do ex-banqueiro Daniel Vorcaro não devem ser interpretados de maneira descontextualizada.
Entenda o voto do relator
Para o relator, analisar recortes de conversas sem o panorama completo gera cenários artificiais e distantes da realidade. Sanseverino destacou a ausência de indícios mínimos de autoria ou materialidade delitiva direcionada ao procurador-geral, votando pelo arquivamento do pedido e rejeitando a sua remoção das frentes de investigação.
Em contraponto, a conselheira Janice Ascari apresentou divergência parcial, sugerindo a nomeação de um subprocurador-geral para coletar esclarecimentos adicionais, sem que isso configurasse uma abertura formal de inquérito criminal. Samantha Chantal Dobrowolski endossou a posição de Ascari, ao passo que Celso de Albuquerque Silva e Alexandre Camanho endossaram o voto do relator pelo término da análise.
Origem das apurações
O debate no colegiado girou em torno de menções a Gonet presentes em laudos da Polícia Federal. Os documentos citavam diálogos sobre uma suposta viagem internacional do filho do procurador-geral para Londres, intercessões atribuídas a Ciro Soares e supostos acionamentos de Gonet em demandas do Banco Master.
Com o placar favorável, o colegiado encerrou a discussão sobre a suficiência probatória para novas diligências, consolidando a permanência de Gonet na condução das investigações.




















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