Lula alfineta Faria Lima e comenta caso Banco Master em entrevista

‘Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e prisioneiro no meu’, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante entrevista ao SBT Brasil que o empresário Daniel Vorcaro, ex-responsável pelo Banco Master, ascendeu como banqueiro na gestão passada e acabou detido em seu mandato atual.

Encontro no Palácio do Planalto

Durante a conversa com as jornalistas Basília Rodrigues e Marina Demori, o chefe do Executivo detalhou a reunião que manteve com Vorcaro no Planalto antes de o escândalo financeiro vir à tona. Segundo o petista, o empresário compareceu acompanhado por outra pessoa para relatar uma suposta campanha contra sua instituição financeira. O presidente relatou que respondeu que o negócio passaria por auditorias idênticas às aplicadas a qualquer outra corporação do setor, ressaltando que o objetivo do governo não é liquidar instituições, mas exigir rigor e conformidade com as regras vigentes.

Crise no STF e investigações

O mandatário também pontuou a situação do Supremo Tribunal Federal e as apurações ligadas ao caso. Para ele, qualquer cidadão deve ser investigado, sem privilégios de cargo ou classe social. O presidente avaliou que a Suprema Corte precisa de organização e apontou que cabe ao comando do tribunal estabelecer a ordem interna. Além disso, reafirmou respaldo irrestrito ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, diante das recentes movimentações judiciais conduzidas pelo ministro André Mendonça.

Relação com a Faria Lima e economia

No campo econômico, o governante voltou a direcionar críticas ao mercado financeiro e aos agentes da Faria Lima, questionando o descontentamento constante do setor com a política fiscal e a suposta falta de sensibilidade para pautas voltadas à inclusão social. O presidente rechaçou questionamentos sobre sua responsabilidade fiscal, afirmando possuir total respaldo para tratar do tema, e defendeu investimentos pesados na educação como estratégia para valorizar os ativos nacionais para além das commodities.

Reforma do Judiciário e segurança pública

Por fim, o líder brasileiro defendeu uma profunda reestruturação no sistema de justiça do país, sugerindo inclusive debates sobre o fim da vitaliciedade para os ministros da mais alta corte, sempre com ampla participação popular. Na pauta de segurança pública, propôs uma divisão mais transparente de responsabilidades entre governos federais, estaduais e municipais, além da criação de uma nova Guarda Nacional focada em inteligência estratégica para o combate ao crime organizado e às facções criminosas.