O bolso do consumidor brasileiro terá um alívio a partir do próximo mês, com o fim da cobrança extra na fatura de energia elétrica, conforme anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Fim da bandeira amarela na energia elétrica
A mudança encerra um ciclo de cinco meses em que vigorou a bandeira amarela, período em que os consumidores pagavam uma taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Com o cenário hidrológico mais favorável, a geração de eletricidade passa por uma fase de maior estabilidade nos reservatórios das principais bacias do país.
Mais chuvas e menos termelétricas
De acordo com o órgão regulador, o retorno da bandeira verde é resultado direto do aumento no volume de chuvas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
Essa melhoria nos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas permitiu diminuir a dependência de fontes mais onerosas para o Sistema Interligado Nacional (SIN), como é o caso das usinas termelétricas, que funcionam à base de combustíveis e encarecem o processo produtivo.
Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias
Implementado pela Aneel em 2015, o modelo de bandeiras tarifárias serve para indicar aos consumidores os custos variáveis da geração de eletricidade no país, refletindo diretamente nas residências, comércios e indústrias.
As cores estipuladas mensalmente mostram se a produção está mais barata ou mais cara, variando conforme a previsão de custos do setor elétrico.
Enquanto a bandeira verde não adiciona nenhum valor à fatura, as demais categorias trazem acréscimos proporcionais ao consumo medido em quilowatts-hora (kWh).
Atualmente, os valores adicionais estipulados para cada modalidade são de R$ 1,88 para a bandeira amarela, R$ 4,46 para a bandeira vermelha no Patamar 1, e R$ 7,87 para a bandeira vermelha no Patamar 2, a cada 100 kWh consumidos.
















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