Anatel bloqueia empresas por fraude em ligações telefônicas

Anatel determina bloqueio de chamadas adulteradas de duas empresas

A Agência Nacional de Telecomunicações ordenou a interrupção imediata de ligações telefônicas fraudulentas realizadas por duas prestadoras do setor. A medida visa combater a alteração indevida de números de origem, conhecida no mercado como spoofing.

Impacto das chamadas fraudulentas

As companhias Voros Telecomunicações e ELO Contact Center foram responsabilizadas pelo disparo de mais de 4,3 milhões de chamadas com identidades falsificadas. Essa movimentação ocorreu em um período de dez meses, compreendido entre setembro de 2025 e junho do ano seguinte.

Os registros irregulares integram um montante alarmante que supera a marca de 203 milhões de ligações com números mascarados no país. Devido à complexidade para rastrear a origem exata de todo esse tráfego suspeito, as operadoras envolvidas receberam ordens para intensificar o monitoramento tecnológico.

Sanções e restrições aplicadas

As investigações apontaram que a Voros operava de maneira irregular no setor. Por esse motivo, as empresas Algar, Datora e Foco foram proibidas de ceder capacidade de rede para o tráfego da companhia punida.

Por sua vez, a ELO violou as normativas vigentes ao efetuar contatos telefônicos utilizando numeração fora dos padrões regulamentados. Como consequência direta, a TIM recebeu o prazo improrrogável de trinta dias para paralisar todo e qualquer fluxo originado pela central da empresa infratora.

Exigências de relatórios e justificativas

Além dos bloqueios, grandes companhias do setor, incluindo TIM, Algar, Itelco e Surf Telecom, foram intimadas a entregar um relatório detalhado. Os documentos devem esclarecer a procedência das chamadas ilícitas no prazo de trinta dias.

Em suas defesas, as companhias notificadas tentaram justificar o ocorrido apontando falhas operacionais em fornecedores terceirizados ou em acordos de intermediação de tráfego. Enquanto a ELO garantiu já ter solucionado as falhas em seus sistemas, a Itelco optou por não se manifestar diante das intimações oficiais da agência reguladora.