O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou forte insatisfação com o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, após a sessão da Corte realizada na última terça-feira (15). O julgamento, que tinha como pauta a abertura de investigações contra Alexandre de Moraes no âmbito do chamado caso Master, acabou suspenso em decorrência de bate-bocas entre os magistrados e de um pedido de vista apresentado por Dino.
Insatisfação com a postura de Dino
De acordo com os bastidores políticos, o chefe do Executivo federal se irritou tanto com a paralisação quanto com a postura adotada pelo ministro durante os debates. A avaliação no Palácio do Planalto é de que o comportamento do magistrado ficou abaixo da gravidade exigida pelo tema. Havia uma expectativa de que Dino, devido à sua bagagem política prévia, demonstrasse maior sensibilidade em relação aos desdobramentos de um impasse institucional dessa magnitude.
Fontes próximas ao governo indicam que o recado com as críticas chegou ao conhecimento de Dino, que integrou o primeiro escalão da gestão petista como ministro da Justiça antes de integrar a Suprema Corte. Através de sua assessoria de imprensa, o magistrado rechaçou a informação de que tenha recebido qualquer reclamação formal ou informal por parte do mandatário. Em contrapartida, parlamentares do Partido dos Trabalhadores relataram que o estilo combativo do ex-senador gerou mal-estar na legenda.
Estratégia eleitoral e articulações
Além do aborrecimento com o adiamento do desfecho jurídico, o presidente planeja um diálogo direto com o presidente do STF, Edson Fachin. O objetivo é buscar caminhos para impedir que o processo se arraste por tempo indeterminado. A cúpula governista contava com uma resolução sobre Moraes ainda antes da fase derradeira da corrida eleitoral de 2026.
Estrategistas governistas apontam que a manutenção do impasse judicial prolonga a crise entre os togados e desvia o foco do debate das eleições. Aliados do governo temem que o cenário continue sendo aproveitado politicamente por oposicionistas, a exemplo do senador Flávio Bolsonaro, que adotou as críticas a Moraes como um dos pilares de sua campanha.




















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