O candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que irá preservar o reajuste de 15,04% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso vença a disputa pelo Palácio do Planalto.
Críticas ao governo e acusações de uso eleitoral
Apesar de acusar o atual mandatário de tentar obter vantagens eleitorais a poucos dias do primeiro turno das eleições, o parlamentar prometeu não apenas manter os novos valores, mas também ampliar as iniciativas voltadas aos participantes do programa de transferência de renda.
Durante uma transmissão ao vivo realizada em suas redes sociais, o senador questionou a medida governamental e afirmou que o acréscimo representa uma quantia insuficiente para garantir melhorias significativas na vida dos beneficiários que enfrentam dificuldades financeiras.
Comparação com a gestão anterior
O candidato do PL também resgatou o histórico da administração de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando o aumento do piso do antigo Auxílio Brasil para R$ 600 realizado durante o período de campanha no ano de 2022.
De acordo com o político, o programa social está totalmente assegurado sob uma eventual gestão sua, reforçando a promessa de implementar ações ainda mais abrangentes para a população de baixa renda.
Detalhes do decreto e o impacto financeiro
O decreto assinado pelo presidente Lula eleva o piso pago por família de R$ 600 para R$ 691. O percentual de 15,04% reflete a variação acumulada do INPC registrada entre março de 2023 e agosto de 2026. A equipe governamental argumenta que a alteração serve estritamente para recompor as perdas inflacionárias, sem configurar um ganho real no poder de compra.
Repercussão política e avaliações jurídicas
A proximidade da votação gerou forte oposição no Congresso Nacional. Parlamentares contrários ao governo federal classificaram a decisão como uma manobra eleitoreira indevida utilizando recursos públicos.
Em contrapartida, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a legalidade da medida, pontuando que o programa possui caráter permanente e suporte orçamentário prévio. Segundo o órgão jurídico, a correção baseada na inflação oficial não infringe as vedações previstas para o período eleitoral, visto que não há criação de novos benefícios ou expansão do cadastro de beneficiários.
















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