PL e Republicanos dominam 46% do orçamento estadual no 1º turno

Após 1º turno, PL e Republicanos detêm 46% das receitas estaduais ao elegerem governadores em SP, MG, RJ e RS

Com a confirmação da vitória de Douglas Ruas no Rio de Janeiro pelo Tribunal Regional Eleitoral, o PL e o Republicanos asseguraram o controle dos quatro estados com os maiores orçamentos do país logo no primeiro turno das eleições, englobando São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Força econômica concentrada no Sudeste e Sul

Juntas, essas quatro unidades federativas respondem por 46% de todas as receitas estaduais brasileiras. De acordo com balanços fiscais atualizados pelo IPCA até setembro, o bolo total dos governos estaduais alcançou a marca de R$ 1,6 trilhão em 2025.

O estado paulista, onde Tarcísio de Freitas garantiu a reeleição pelo Republicanos, lidera isoladamente com 24% da fatia financeira. Na sequência aparece Minas Gerais, que elegeu Cleitinho Azevedo também pelo Republicanos e detém 8,6% dos recursos.

O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição com 7,6% do orçamento nacional, seguido de perto pelo Rio Grande do Sul, que representa 5,8% das receitas e elegeu Luciano Zucco pelo PL. Vale destacar que a quarta maior receita do país pertence à Bahia, reduto administrado por um candidato do PT.

Avanço da direita e panorama partidário

O triunfo fluminense elevou para seis o número de governos estaduais assegurados pelo PL logo na primeira etapa do pleito, consolidando a hegemonia das siglas conservadoras entre os 21 chefes do Executivo estadual já definidos para o mandato de 2027.

Além do Rio de Janeiro, a legenda emplacou mandatários em todo o Sul — Paraná, Santa Catarina e os gaúchos —, além de Rondônia e Roraima, com disputas pendentes no segundo turno no Amazonas e em Goiás. O Republicanos, por sua vez, além de comandar os gigantes São Paulo e Minas Gerais, também venceu em Mato Grosso com Otaviano Pivetta.

Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores garantiu os governos da Bahia, Piauí e Ceará, cujos orçamentos somados representam 10,6% do total nacional, além de manter chances de vitória no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte.

Domínio também nos maiores colégios eleitorais

Além da supremacia orçamentária, a aliança informal entre PL e Republicanos garantiu o controle político dos três principais colégios eleitorais brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que juntos concentram 39,9% de todo o eleitorado do país. O quarto maior reduto de eleitores é a Bahia, representando 7,1% do total nacional.