As cotações globais do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira, 12, rompendo a barreira dos US$ 106 por barril. A valorização foi impulsionada pelo acirramento dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e pela incerteza em torno de um possível cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia, anunciado anteriormente pelo governo norte-americano.
Impacto das negociações entre Rússia e Ucrânia
O cenário de instabilidade foi agravado por uma ofensiva russa direcionada a centrais energéticas ucranianas, incluindo um ataque a uma usina termelétrica em Kharkiv que resultou em 12 feridos. A investida aconteceu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que Moscou e Kiev teriam aceitado paralisar investidas contra alvos do setor energético.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou não ter recebido comunicação oficial sobre o pacto, apontando que o Kremlin desrespeitou o entendimento. Essa dubiedade manteve o mercado em alerta máximo em relação ao abastecimento global da commodity.
Ataques no Oriente Médio e riscos logísticos
Paralelamente, a segurança da infraestrutura de energia na península arábica sofreu novos abalos com ofensivas de mísseis e drones perpetradas pelos rebeldes houthis, sediados no Iêmen e alinhados ao governo do Irã.
Um dos alvos atingidos foi o aeroporto internacional de Riade, na Arábia Saudita, cujas atividades precisaram ser paralisadas. O boletim oficial divulgado nesta segunda-feira confirmou 13 vítimas fatais e mais de 300 pessoas feridas.
Desempenho das principais referências
Com o avanço das tensões e o temor de bloqueios nas rotas marítimas vitais para o comércio global de hidrocarbonetos, o barril do tipo Brent, adotado como referência global, registrou valorização de 1,84%, o correspondente a um acréscimo de US$ 1,93, fechando o pregão negociado a US$ 106,65.
No mercado norte-americano, o West Texas Intermediate (WTI) apresentou alta de 2,06%, encerrando o dia cotado a US$ 93,74 por barril.
















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