PT e a estratégia histórica de ligar rivais ao nazismo

Associar adversários ao nazismo é estratégia antiga do PT, afirma analista político

A prática de vincular adversários políticos a figuras do nazismo não é nova no repertório do Partido dos Trabalhadores, conforme apontou recentemente o analista político Alexandre Borges ao resgatar um histórico de campanhas eleitorais da sigla.

O histórico de ataques contra o PSDB

Através de publicações em redes sociais, o especialista evidenciou que a comunicação petista já utilizou o mesmo padrão em pleitos anteriores, tendo tucanos como principais alvos dessa narrativa.

Entre os registros divulgados, destacam-se recortes de jornais que mostram o atual vice-presidente Geraldo Alckmin comparado a Adolf Hitler em disputas eleitorais passadas. Outro caso emblemático ocorreu em 2012, quando a campanha do então candidato à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad precisou remover do ar um vídeo que associava o rival José Serra ao ditador alemão.

Em 2014, a mesma estratégia foi direcionada a Aécio Neves na corrida presidencial contra Dilma Rousseff, demonstrando uma recorrência na forma como a legenda conduz o enfrentamento aos opositores mais competitivos.

O uso de desinformação e casos com aliados

Além das acusações de cunho extremista, críticos apontam que o volume de informações falsas em embates eleitorais costuma resgatar episódios envolvendo até mesmo atuais aliados do governo.

Um exemplo citado ocorreu na campanha de 2014 contra Marina Silva, hoje ministra. Na ocasião, a campanha petista veiculou boatos de que a então candidata planejava retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, além de extinguir programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

O debate sobre a atuação da comunicação partidária ganha força à medida que novas polêmicas envolvendo figuras da política nacional emergem no cenário digital brasileiro.