Documentos obtidos pela Polícia Federal durante investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários revelam que uma conta bancária com o nome de Flávio Bolsonaro estava vinculada ao perfil de controle de um advogado investigado por lavagem de dinheiro.
Movimentações bancárias e controle de contas
Registros encontrados em nuvem mostram que, em maio de 2025, uma funcionária do escritório do advogado Willer Tomaz solicitou ao Santander a remoção da conta associada ao parlamentar de um perfil de usuário master. A instituição financeira confirmou a alteração no mesmo dia.
O nível de acesso master confere plenos poderes de gestão sobre contas jurídicas. Embora o registro não comprove o repasse direto de recursos ilícitos, a descoberta levou autoridades a aprofundarem a análise sobre as conexões financeiras do operador jurídico.
Deslocamentos aéreos internacionais custeados por empresas
Além do vínculo bancário, a apuração mapeou voos executivos pagos por companhias ligadas a Tomaz em Portugal. As empresas Alcazar Holdings e Cathedral Holdings arcaram com custos de viagens realizadas pelo senador e por seus familiares entre 2024 e 2025.
Entre os trajetos identificados estão rotas entre os Estados Unidos e o Brasil, além de viagens pela Europa em jatos particulares. Algumas das aeronaves utilizadas possuíam participação de empresas associadas a figuras conhecidas do mercado financeiro.
Conexões e desdobramentos da operação
As investigações sobre Willer Tomaz ganharam força devido à sua proximidade com outros políticos e ao uso de sua estrutura empresarial como possível central logística e financeira. O advogado também é alvo de apurações relacionadas a apostas online de valores expressivos e suposto vício em jogos.
Outro ponto sob escrutínio envolve a sociedade do parlamentar em um escritório de advocacia em Brasília, cujos administradores possuem laços com operadores apontados como peças-chave no esquema de desvios de aposentadorias do INSS.




















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