Justiça derruba liminar e proíbe funcionamento da Stake Brasil

Justiça derruba liminar que permitia funcionamento de casa de apostas

A Justiça Federal revogou nesta sexta-feira (9) a liminar que garantia à plataforma de apostas online Stake Brasil o direito de manter suas operações ativas até o próximo dia 25 de outubro. A revogação ocorreu após recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) contra a autorização provisória que permitia o funcionamento da empresa apesar das restrições impostas às demais bets.

Argumentos do Tribunal

O veredito foi proferido pelo desembargador Johonsom Di Salvo, presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3). De acordo com o magistrado, permitir que apenas uma companhia continue exercendo suas atividades comerciais enquanto os concorrentes enfrentam proibições gera uma desigualdade regulatória prejudicial à execução das políticas públicas.

Na avaliação do magistrado, essa discrepância compromete diretamente a eficácia das regras estabelecidas pelo Poder Público para o setor de jogos online no território nacional.

Disputa no STF

As restrições impostas por medida provisória — que incluem o bloqueio ao acesso de consumidores e a proibição de campanhas publicitárias — viralizaram o debate jurídico e já são contestadas no Supremo Tribunal Federal (STF) por organizações ligadas à indústria de apostas.

Anteriormente, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) acionaram a mais alta corte do país com o objetivo de anular a medida restritiva.

Impacto no mercado de apostas

Atualmente, as ações judiciais que questionam a constitucionalidade das restrições estão sob a relatoria do ministro Luiz Fux. Com a cassação da liminar favorável à Stake Brasil, encerra-se o tratamento de exceção concedido à marca, alinhando-a ao restante do mercado enquanto o STF não emite um posicionamento definitivo sobre o impasse regulatório.