Petróleo recua após Arábia Saudita retomar envio de óleo bruto

Petróleo cai com retomada de envio de óleo bruto às refinarias pela Arábia Saudita

Os contratos futuros do mercado de energia registraram baixa nesta quinta-feira (17), influenciados diretamente pela decisão da Arábia Saudita de disponibilizar volumes adicionais de óleo bruto para refinarias da Ásia, o que gerou um clima de alívio entre os investidores, embora as tensões geopolíticas no Oriente Médio continuem mantendo o mercado em alerta quanto aos riscos de fornecimento.

Desempenho das cotações globais

Ao final da sessão, o contrato do petróleo tipo Brent, que serve como referência internacional e tem vencimento em novembro, apresentou retração de 0,95%, sendo negociado a US$ 104,82 o barril na bolsa ICE. No mercado norte-americano, o WTI para entrega em outubro recuou 0,51%, fechando cotado a US$ 101,91 o barril na Nymex.

Estratégia saudita para normalizar o fornecimento

A movimentação ocorre após a recente paralisação do estratégico oleoduto Leste-Oeste. Para contornar o problema e amenizar os impactos causados por investidas de rebeldes houthis nas últimas semanas, Riad passou a ofertar cargas adicionais por meio de operações de transferência entre embarcações próximas ao Porto de Sohar, em Omã.

Perspectiva de reabertura de duto crucial

Além das transferências marítimas, autoridades sauditas trabalham para restabelecer cerca de metade da capacidade operacional do oleoduto Leste-Oeste em poucos dias, conforme apontado por veículos internacionais. Essa rota alternativa é fundamental para desviar o fluxo do Estreito de Ormuz, evitando que gargalos logísticos tirem até 4% da oferta global de petróleo do mercado.

Incerteza persistente e visão de analistas

Estrategistas de commodities do J.P. Morgan apontam que o cenário atual carece de previsões sólidas, visto que o patamar superior a US$ 100 por barril e os custos elevados dos combustíveis enfraquecem a tese de que os impactos na oferta seriam apenas passageiros.

A ausência de um acordo de paz duradouro e a escalada das incertezas geopolíticas tornam a modelagem de riscos um desafio complexo para o setor energético global.