ABL divulga lista de 17 candidatos à vaga de Zuenir Ventura

Academia Brasileira de Letras revela candidatos à vaga de Zuenir Ventura

A Academia Brasileira de Letras revelou nesta sexta-feira, dia 9, os nomes dos 17 intelectuais que concorrem à Cadeira 32, anteriormente ocupada pelo renomado jornalista e escritor Zuenir Ventura, falecido em 22 de setembro. O pleito oficial para definir o novo ocupante está agendado para o dia 12 de novembro.

Quem são os concorrentes à Cadeira 32

O prazo de inscrições foi encerrado à meia-noite da última quinta-feira, dia 8. A relação de postulantes abrange diversos setores da cultura e da ciência, contando com escritores, jornalistas, artistas visuais, pesquisadores e docentes. Entre os destaques apontados pela imprensa está o médico e autor Drauzio Varella, famoso por obras como Estação Carandiru e Carcereiros, apontado como um dos favoritos.

A disputa conta com outros 16 nomes de peso das letras e das artes: Sergio Fonta, Anna Bella Geiger, Eduardo Baccarin-Costa, Gutemberg da Silva Miranda, José Hilcério Campos de Abreu, Eloi Angelos Guio, Taurino Araújo, Alcimário Soares da Costa Júnior, Ruy da Penha Lobo, Rodrigo Cabrera Gonzales, Martinho Ramalho de Melo, Alexandra Vieira de Almeida, Paulo Renato Ceratti, José Gildo Pereira Borges, J. M. Monteirás e Franklin Machado.

Como funciona a votação na instituição

A escolha do novo imortal cabe exclusivamente aos membros efetivos da ABL, que votam de maneira sigilosa. Para conquistar a vaga, o vitorioso precisa atingir a maioria absoluta, equivalente a metade mais um dos votantes, em uma instituição composta por 40 assentos oficiais. Os acadêmicos têm flexibilidade para registrar seus votos de forma presencial, por meio de correspondência ou utilizando um sistema virtual.

O legado de Zuenir Ventura

O escritor Zuenir Ventura deixou uma marca profunda no jornalismo e na literatura nacional. Iniciou sua trajetória na imprensa em 1956, passando por redações de grande relevância como Correio da Manhã, Jornal do Brasil, Veja e IstoÉ, além de atuar como colunista em O Globo.

Sua bibliografia inclui marcos como 1968 — O ano que não terminou (1988), obra fundamental sobre o período que inspirou a minissérie Anos Rebeldes, e Cidade partida, livro-reportagem premiado com o Jabuti que retrata a violência urbana no Rio de Janeiro. Em 1989, foi laureado com os prêmios Esso e Vladimir Herzog pela série O Acre de Chico Mendes.

Ele ingressou na ABL em 2014 para suceder o escritor Ariano Suassuna, tomando posse em março de 2015 e permanecendo no posto até falecer em setembro de 2026.