O governo dos Estados Unidos deu um novo passo na tensão entre a Casa Branca e o banco central americano ao instituir um comitê especial para investigar a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook. Formalizada por meio de um memorando emitido na última quarta-feira, dia 7, a medida apura supostas declarações falsas em papéis de financiamento imobiliário e tem como objetivo final analisar a existência de justa causa para a destituição da dirigente.
Composição do grupo investigativo
A apuração ficará sob a responsabilidade de três figuras-chave da administração: o assessor presidencial de política econômica, o chefe da Comissão de Igualdade de Oportunidades no Emprego e o diretor do Escritório de Ética Governamental. Conforme o plano estabelecido, o grupo tem autoridade para buscar auxílio e consultar o Departamento de Justiça no decorrer das análises antes de emitir um parecer oficial para a presidência.
Calendário de defesa e depoimento
Como parte do processo administrativo, a diretora foi intimada a comparecer a uma audiência reservada na Casa Branca marcada para o dia 5 de novembro. A sessão restrita não contará com a presença do público, terá teto de quatro horas de duração e gerará uma transcrição oficial. A defesa terá espaço para anexar provas, testemunhos por escrito e argumentações técnicas até o dia 10 de novembro.
Justificativa oficial e contexto político Em trecho destacado do memorando, o presidente norte-americano justificou a ação ao argumentar que sua função exige o cumprimento rigoroso das leis, o que inclui afastar colaboradores que não inspirem confiança quanto à veracidade de seus atos. Enquanto isso, o presidente dos EUA mantém histórico de críticas públicas à condução da política monetária do Fed, defendendo reduções mais agressivas nas taxas de juros para impulsionar a economia nacional.
Posicionamento e histórico judicial
Até o momento, Lisa Cook rejeita todas as acusações e nega a prática de qualquer irregularidade, ressaltando que não enfrenta acusações na esfera criminal. O movimento atual da Casa Branca surge na sequência de um veredito da Suprema Corte emitido em junho, que garantiu a permanência da diretora após uma tentativa anterior de demissão realizada no ano passado. Na ocasião, o tribunal abriu margem para novos procedimentos, desde que fosse garantido o direito Amplo de defesa, diretriz que o comitê recém-criado busca cumprir formalmente.
















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