Trump revoga leis ambientais e elimina limites de emissão nos EUA

Trump revoga leis ambientalistas de Biden

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) anulou na segunda-feira, 14, grande parte das diretrizes de controle de emissão de gases poluentes aplicadas a usinas termelétricas a carvão e gás natural, estabelecidas na gestão de Joe Biden.

O anúncio oficial e a economia projetada

A decisão foi divulgada por Lee Zeldin, administrador da EPA, durante encontro ministerial do G20 sobre energia em Houston, no Texas. A revogação das normas de 2024 deve gerar uma economia estimada em US$ 310 bilhões para o setor energético norte-americano.

Adicionalmente, uma proposta complementar prevê a diminuição de mais US$ 370 milhões em custos diretos de conformidade para as empresas do ramo.

Justificativa do governo e foco na desregulamentação

Zeldin criticou as diretrizes anteriores por imporem barreiras à produção energética nacional. Segundo o chefe da agência, a medida trará tarifas mais baratas de eletricidade aos consumidores e impulsionará a geração de empregos e a prosperidade econômica no país.

A gestão atual argumenta que as exigências da administração passada dependiam de tecnologias inviáveis em larga escala. Além disso, a EPA planeja eliminar as restrições restantes que permitem ao governo federal regular os gases do setor elétrico, dificultando futuras imposições ambientais.

Reações divididas na sociedade

Enquanto produtores de carvão e empresas do setor elétrico comemoram a decisão por garantir estabilidade operacional e corte de despesas, grupos de defesa ambiental preparam ações judiciais. As entidades sustentam que a flexibilização provocará aumento da poluição e prejuízos à saúde pública.