Um carregamento irregular de 5,7 mil maços de cigarros interceptado no interior do Rio de Janeiro revelou conexões empresariais com Jonathan Couto, ex-marido da deputada estadual Sarah Poncio. O caso gerou repercussão após o chefe de gabinete da parlamentar comparecer ao posto fiscal em um carro oficial da Assembleia Legislativa fluminense para obter informações sobre a retenção dos produtos.
Apreensão da carga e irregularidades
A fiscalização ocorreu no Posto Fiscal de Itatiaia, localizado no Sul Fluminense, por agentes da Secretaria de Estado de Fazenda em conjunto com a Operação Foco, vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional. A abordagem do veículo aconteceu após levantamentos de inteligência que apontaram falhas graves na documentação fiscal e contradições evidentes sobre a origem dos produtos transportados.
Diante das irregularidades constatadas, os agentes retiveram toda a mercadoria. O material apreendido será encaminhado à Receita Federal, que ficará responsável por conduzir a análise detalhada da procedência, dos papéis fiscais e da legalidade dos cigarros.
Conexões familiares e investigações federais
Os registros fiscais da remessa apontam como remetente uma empresa que tem entre seus sócios Jonathan Couto de Souza. Ele é ex-marido de Sarah Poncio e ex-genro do pastor Márcio Poncio, pai da deputada estadual.
O pastor Márcio Poncio é alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal por suposto envolvimento com a chamada Máfia do Cigarro. O religioso chegou a ser preso em julho durante uma das fases da Operação Unha e Carne, tendo a prisão convertida para domiciliar por motivos de saúde dias depois por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Posicionamento do gabinete parlamentar
Apesar da ligação empresarial, as autoridades não apontam qualquer tipo de participação da deputada Sarah Poncio ou de sua equipe nas irregularidades fiscais descobertas durante a fiscalização nas rodovias fluminenses.
Em nota oficial, a parlamentar declarou que não tinha ciência e tampouco autorizou a ida de seu chefe de gabinete, Douglas Rodrigues Barros, ao posto fiscal. A defesa da deputada justificou que o assessor possui laços de amizade com Jonathan Couto e teria decidido averiguar a situação por iniciativa própria enquanto estava na região.
















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