O governo dos Estados Unidos rejeitou neste sábado (26) uma oferta de trégua temporária de sete dias apresentada pelas autoridades iranianas para reiniciar as conversas sobre o programa nuclear e liberar a navegação na região do Golfo.
Termos da proposta iraniana
O plano sugerido por Teerã estabelecia a interrupção imediata das hostilidades por uma semana, além da reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.
Como parte do acordo, os iranianos exigiam o encerramento do bloqueio naval imposto por Washington, o descongelamento de ativos financeiros do país e o fim das sanções que limitam as exportações de petróleo. Em troca, o governo do Irã retomaria as discussões diplomáticas.
Posição de Washington e cenário militar
O presidente norte-americano rechaçou os termos e apontou que o governo iraniano busca a liberação urgente da rota marítima. De acordo com fontes do alto escalão dos EUA, o mandatário estuda realizar novas ofensivas militares após o pleito legislativo de novembro.
Mesmo com o impasse, as administrações mantiveram diálogo nos bastidores através de intermediários. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se recentemente com o emissário dos EUA Steve Witkoff e com Jared Kushner durante a Assembleia Geral da ONU, marcando o primeiro canal de comunicação oficial desde junho.
Impacto no mercado global de energia
As hostilidades entre as duas nações já se estendem por quase sete meses, gerando forte instabilidade geopolítica.
O confronto tem paralisado o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, considerado uma artéria vital para o suprimento global de óleo cru, resultando em uma queda drástica na passagem de navios petroleiros desde o início do conflito.




















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