As incertezas políticas, econômicas e regulatórias deixaram de ser eventos isolados para integrar a rotina das companhias no Brasil, impulsionadas por fatores como polarização, tensões geopolíticas e ciclos normativos cada vez mais curtos.
A importância da reputação corporativa
A necessidade de proteger a imagem das marcas é uma prioridade para 75% dos líderes ouvidos na pesquisa Crise e Reputação de Marca, realizada em junho de 2026 pela InPress Porter Novelli em parceria com o Opinion Box.
O estudo aponta que 59,4% dos gestores entendem que prevenir crises é mais barato do que remediá-las. Apesar disso, o levantamento revela uma lacuna preocupante: embora 64,4% tenham manuais e 75,5% possuam comitês de crise, 62,6% não realizaram nenhum simulado no último ano, e apenas 21% contam com orçamento dedicado a essa frente.
Previsibilidade e estratégia para o C-level
Para Rodrigo Pinotti, CEO da InPress Porter Novelli, a inteligência institucional é indispensável para que as organizações deixem de agir de maneira puramente reativa. A antecipação de cenários permite navegar com segurança em meio às pressões do Congresso, Executivo, Judiciário e agências reguladoras.
Além disso, o avanço da inteligência artificial generativa eleva a importância do advocacy e da presença em veículos de imprensa confiáveis, uma vez que as tecnologias buscam validação na sociedade para construir reputações corporativas.
Integração entre política e comunicação
Para enfrentar esse cenário complexo, iniciativas conjuntas entre agências especializadas unem comunicação, relações institucionais e inteligência política. O objetivo é traduzir os movimentos dos Três Poderes em impactos reais para a saúde financeira e a perenidade das marcas.
Hubs multidisciplinares reparam as lideranças por meio de sessões de imersão, análise de dados e leitura de conjuntura, conectando o planejamento de investimentos às transformações do ambiente regulatório e social.
Navegando em anos eleitorais
Segundo Fábio Zambeli, diretor-geral da Athos Public Affairs, a capacidade de interpretar sinais e antecipar decisões públicas funciona como um instrumento de soberania corporativa, sendo vital em períodos de calendário eleitoral intenso.
A atuação precoce evita que a empresa opere na defensiva, cenário que eleva os custos reputacionais. O monitoramento contínuo e a análise de cenários permitem transformar informações complexas em decisões empresariais estratégicas e seguras.




















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