A jovem prodígio Bruna Siqueira, de apenas 11 anos, garantiu sua vaga para vestir a camisa do Brasil no Campeonato Sul-Americano de Ginástica Rítmica, que acontece em novembro na Colômbia. Esta marca a terceira vez consecutiva que a atleta da Bahia é convocada para o torneio internacional.
Origens no esporte e influência familiar
Única representante baiana na seleção brasileira da modalidade, Bruna deu seus primeiros passos no tapete de provas com apenas 3 anos de idade, trilhando um caminho que a levou ao profissionalismo. A motivação inicial veio de casa, já que sua mãe nutria o desejo frustrado de atuar na dança clássica e decidiu introduzi-la na ginástica rítmica.
A trajetória da treinadora autodidata
Por trás do sucesso da jovem está a técnica Eliana Dantas, cuja história com a modalidade começou de maneira inusitada. Sem recursos financeiros na juventude para seguir o sonho de ser competidora, ela recorria a lan houses para estudar o esporte através de vídeos na internet, chegando a inventar a nomenclatura dos próprios movimentos. Aos 12 anos, já ministrava aulas para turmas mais velhas e atuava como voluntária em instituições de ensino antes de consolidar sua carreira como mentora.
Centro de treinamento no subúrbio de Salvador
A rotina de preparação da dupla ocorre no Centro de Treinamento Talent, localizado no subúrbio de Salvador. O espaço atende cerca de 400 crianças, oferecendo vagas tanto por meio de iniciativas de cunho social quanto através de uma escola particular vinculada ao complexo.
Desafios financeiros e o perfil do atleta
Para custear sua carreira, Bruna conta com o apoio do programa Bolsa Atleta e busca novas parcerias por meio da iniciativa estadual Faz Atleta. Para a treinadora Eliana, o segredo para identificar promessas no esporte vai além da habilidade natural. A garra e a dedicação diária pesam tanto quanto o talento inato.
Rotina rigorosa e prevenção de lesões
Os treinamentos da jovem acontecem de segunda a sexta-feira, em turnos que vão das 14h às 19h. Apesar da alta exigência física — com foco especial na prevenção de traumas decorrentes de saltos —, a técnica enfatiza que a iniciativa deve partir da própria atleta, baseando a relação em parceria e suporte incondicional, valores que a ginasta reconhece e admira em sua mentora.




















Leave a Reply