Dólar abaixo de R$ 5: moeda tem menor cotação desde maio

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio

Dólar abaixo de R$ 5: moeda tem menor cotação desde maio O dólar comercial fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio, impulsionado pelo cenário político e pela desvalorização global da divisa. O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de acomodação nesta terça-feira (6), após a forte euforia da véspera. O dólar recuou para a faixa de R$ 4,97, atingindo o menor patamar em quase cinco meses, enquanto o Ibovespa teve uma leve baixa de pouco mais de 0,5%, mas conseguiu se manter acima dos 200 mil pontos.

Desempenho da taxa de câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com uma baixa de 0,55%, cotado a R$ 4,975. Esse patamar representa a menor cotação de encerramentos desde 12 de maio, período em que a moeda havia fechado a R$ 4,895. No pior momento do dia, logo às 10h11, a divisa norte-americana bateu mínima de R$ 4,945, com desvalorização de 1,14%. Com o resultado recente, a moeda acumula uma retração expressiva de 9,37% ao longo de 2026. A forte reação do real continua diretamente associada aos desdobramentos do primeiro turno das eleições, com investidores precificando a possibilidade de uma transição política capaz de mitigar o prêmio de risco dos ativos nacionais e incentivar o rigor fiscal.

Comportamento do Ibovespa e cenário externo

Após saltar 7,85% na segunda-feira e renovar patamares recordes, o Ibovespa fechou esta terça-feira em baixa de 0,52%, aos 205.835,29 pontos. Mesmo com a realização de lucros por parte dos investidores, o indicador manteve-se firme acima da marca psicológica de 200 mil pontos, acumulando um salto de 10,46% em outubro e de 27,75% no acumulado do ano. No cenário internacional, o dólar também perdeu força frente a outras moedas emergentes, a exemplo do peso mexicano, do rand sul-africano e do peso chileno. O índice DXY, que contrasta a moeda americana com uma cesta de seis divisas globais, registrou queda de 0,31% no fim da tarde, situando-se em 101,848 pontos, enquanto as bolsas de Nova York operaram em alta.

Mercado de commodities e petróleo

No setor energético, os contratos de petróleo fecharam o dia praticamente estáveis, refletindo um cabo de guerra entre as incertezas geopolíticas no Oriente Médio e as expectativas de maior oferta global. O barril do tipo Brent avançou 0,26%, encerrando a US$ 100,58, ao passo que o WTI teve variação positiva de 0,01%, cotado a US$ 89,44. O mercado monitorou de perto as hostilidades envolvendo os houthis no Iêmen e a Arábia Saudita, além da segurança no tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz. Contudo, dados indicando resiliência no fornecimento da commodity, como o fluxo de 5,8 milhões de barris pelo Oleoduto Leste-Oeste saudita, limitaram maiores pressões de alta nas cotações internacionais.