Ceagesp: nova estrutura para comerciantes afetados por incêndio

Ceagesp constrói estrutura provisória para atingidos por incêndio

Compreendendo 124 lojistas, os comerciantes e trabalhadores que perderam seus espaços no pavilhão MFE-A da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) já têm data para retomar as atividades em um local centralizado. O sinistro, ocorrido entre a noite de 5 de setembro e a madrugada do dia 6, destruiu a estrutura histórica.

Retomada em espaço provisório

A partir de 16 de outubro, os profissionais passarão a operar em duas tendas galpóny instaladas a apenas uma quadra do endereço original. Atualmente, o atendimento ocorre de maneira precária ao redor da área afetada, sob lonas, o que expõe mercadorias e trabalhadores ao calor e à chuva, além de atrapalhar a circulação de caminhões.

A nova área temporária contará com 4,8 mil metros quadrados, dimensão inferior aos 6 mil metros quadrados do pavilhão original. Mesmo com a redução de espaço, o projeto prevê a instalação de contêineres refrigerados, banheiros adicionais e a reorganização dos boxes.

Impacto financeiro e isenção de taxas

Segundo dados da comissão de lojistas, o prejuízo operacional tem sido severo, registrando uma queda de aproximadamente 50% nas vendas. Como forma de aliviar o impacto, os atingidos ficarão isentos do pagamento de taxas à administração até que o pavilhão definitivo seja entregue.

O pavilhão destruído era um dos mais antigos do complexo, que possui 52 pavilhões ao todo. Embora fosse de pequeno porte, tinha grande relevância histórica e abrigava famílias que operavam no local desde os anos 1960.

Expectativas para o pavilhão definitivo

A permanência na estrutura provisória deve se estender até setembro de 2027, prazo estimado para a conclusão da reconstrução. O projeto da nova edificação contempla um pé-direito mais alto, mezanino, separação entre áreas de boxes e de granel, além de uma plataforma elevada para prevenir perdas decorrentes de futuras inundações.

O Diretor Técnico Operacional da instituição, Luiz Silveira Rangel, destacou que o projeto será discutido previamente com os comerciantes para atender às demandas diárias de funcionamento.

Desafios logísticos e demolição

A logística de abastecimento tornou-se um obstáculo crítico, uma vez que a estrutura antiga não comportava o padrão atual de caminhões. Enquanto a área dos galpões provisórios substitui o antigo espaço de estacionamento e transbordo, a previsão é que um bolsão temporário seja montado no terreno do pavilhão destruído em dezembro.

A demolição da estrutura metálica danificada teve início na semana passada e conta com um prazo de 60 dias para a limpeza total e remoção de entulhos. O processo envolve a separação de resíduos metálicos e o descarte adequado de toneladas de alimentos que restaram no local.