Impulsionado pelo forte desempenho das vendas de petróleo, combustíveis, soja e cobre, o saldo da balança comercial brasileira fechou o mês de setembro com um superávit de US$ 7,74 bilhões, mais que o dobro registrado no mesmo período do ano passado, quando o valor ficou em US$ 3,14 bilhões.
Crescimento das exportações impulsiona comércio exterior
Os dados oficiais divulgados nesta terça-feira (6) mostram que o resultado foi alavancado pelo avanço de 12,9% nas exportações, que somaram US$ 34,42 bilhões. Por sua vez, as importações recuaram levemente 2,4%, totalizando US$ 26,68 bilhões. Com isso, a corrente de comércio atingiu a marca recorde de US$ 61,09 bilhões para meses de setembro.
Desempenho por setores e principais produtos
O avanço das vendas externas teve como principal motor a indústria extrativa, que saltou 39,8% e chegou a US$ 9,44 bilhões, destacando-se o petróleo bruto e o minério de cobre. A indústria de transformação registrou US$ 17,67 bilhões, com destaque para farelos de soja e combustíveis, enquanto a agropecuária somou US$ 7 bilhões, impulsionada pela alta na comercialização de café e soja.
Destinos das vendas e impacto internacional
As vendas externas cresceram na maioria dos grandes mercados compradores, com forte alta de 51,9% para a Europa e de 30,6% para a América do Norte. As transações com os Estados Unidos avançaram 31,9% no mês, mesmo diante de novas barreiras tarifárias impostas aos produtos nacionais. No entanto, houve retração de 2,5% nos envios para o mercado asiático.
Balanço acumulado e novas projeções
No acumulado de janeiro a setembro, o país contabiliza um saldo positivo de US$ 62,4 bilhões. Apesar do cenário favorável, o governo revisou a projeção de superávit para o fechamento de 2026 de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões, patamar ainda superior às estimativas divulgadas pelo mercado financeiro.
















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