Dólar abaixo de R$ 5 e bolsa estável após Flávio Day

Um dia depois do ‘Flávio Day’, dólar cai abaixo de R$ 5 e bolsa opera estável

O mercado financeiro brasileiro apresenta estabilidade e o dólar opera cotado abaixo de R$ 5 na tarde desta terça-feira, 6, refletindo os desdobramentos do chamado “Flávio Day” após o primeiro turno das eleições presidenciais.

Comportamento do câmbio

Por volta das 15h10, a moeda norte-americana registrava recuo de 0,46%, sendo negociada a R$ 4,978. Durante a sessão, o câmbio oscilou entre a mínima de R$ 4,944 e a máxima de R$ 4,986, mantendo-se abaixo do patamar psicológico de R$ 5. Na véspera, o dólar havia sofrido forte baixa de 4,12%, fechando cotado a R$ 5.

Movimento do Ibovespa

O Ibovespa, principal índice da B3, passa por um dia de ajuste técnico e realização de lucros após a euforia e a disparada histórica de 7,7% registrada no pregão anterior, quando alcançou o recorde de fechamento aos 206,9 mil pontos. Por volta das 15h15, o indicador recuava levemente 0,1%, aos 206.712,54 pontos.

Desempenho das ações

Entre os principais papéis negociados na bolsa brasileira, o Bradesco se destaca com alta de 5,17% (R$ 22,98) e a Cogna Educação avança 5,95% (R$ 2,85). Em contrapartida, as ações da Petrobras operam em baixa — com recuo de 0,84% nos papéis ordinários (R$ 59,89) e 2,04% nos preferenciais (R$ 54,23) —, assim como a Vale, que cai 1,27% a R$ 70,49.

Cenário político e expectativas econômicas

O otimismo dos investidores decorre do resultado do primeiro turno realizado no domingo, 4, no qual o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, terminou à frente com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões), enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve 45,16% (53,8 milhões). O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Os agentes econômicos projetam que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro traga uma agenda liberal para a economia a partir de janeiro de 2027. As expectativas incluem um rigoroso ajuste fiscal para conter a dívida pública, novas reformas estruturais como a administrativa e previdenciária, além de projeções para cortes na taxa Selic diante de um possível controle inflacionário.