Gastos de campanha à Presidência: Lula e Flávio perto do teto

Lula e Flávio chegam à reta final perto do teto de gastos da campanha

Gastos de campanha à Presidência: Lula e Flávio perto do teto A uma semana do 1º turno, Lula e Flávio Bolsonaro se aproximam do teto de gastos eleitoral de R$ 88,9 milhões. Confira os números da disputa.

A apenas uma semana do primeiro turno da eleição presidencial, as campanhas dos principais candidatos chegam à reta final próximas de esgotar o teto de gastos estabelecido pela Justiça Eleitoral, que fixa o limite de R$ 88,9 milhões para esta etapa inicial.

Os líderes em investimentos na corrida presidencial

O presidente Lula (PT) lidera o ranking de despesas oficiais com um total de R$ 65,6 milhões investidos. Logo atrás vem o senador Flávio Bolsonaro (PL), que já declarou gastos de R$ 57,2 milhões, conforme os dados repassados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 25 de setembro.

Na prática, isso significa que o petista já comprometeu cerca de 74% do valor máximo permitido para o primeiro turno, restando pouco mais de R$ 23 milhões em caixa. Já o representante do PL utilizou pouco mais de 64% do teto, tendo disponíveis mais R$ 31 milhões para injetar na reta final até o próximo domingo, 4 de outubro.

Regras para o segundo turno e o fundo eleitoral

Caso a disputa presidencial avance para o segundo turno, a legislação prevê um fôlego financeiro extra: os candidatos classificados terão direito a um acréscimo de 50% no teto de gastos, o que representa mais R$ 44 milhões no limite permitido.

Enquanto a polarização consome as cifras milionárias dos dois primeiros colocados, o cenário muda drasticamente para o restante dos concorrentes ao Planalto, cujas campanhas mantêm um ritmo financeiro bem mais modesto e distante do teto legal.

A situação dos demais candidatos

Entre os outros 11 postulantes ao cargo, o único que se sobressai nos investimentos é Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 24,5 milhões declarados até 18 de setembro. O volume é impulsionado pelo partido, dono do quarto maior fundo eleitoral do país, acumulando R$ 421 milhões.

Os demais nomes registraram valores bem inferiores: Romeu Zema (Novo) contabilizou R$ 4,3 milhões, Renan Santos (Missão) investiu R$ 1,2 milhão, e Augusto Cury (Avante), terceiro colocado em grande parte das pesquisas, declarou apenas R$ 440 mil em despesas.

O ranking completo das despesas declaradas

O levantamento oficial consolida a seguinte ordem de investimentos entre os concorrentes à Presidência da República:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): R$ 65.682.712,27

Flávio Bolsonaro (PL): R$ 57.203.065,32

Ronaldo Caiado (PSD): R$ 24.541.783,48

Romeu Zema (Novo): R$ 4.325.102,80

Renan Santos (Missão): R$ 1.284.828,56

Augusto Cury (Avante): R$ 440.166,67

Penalidades e limites legais

Fixados pelo TSE com base na inflação de 2022, os limites de gastos variam conforme o cargo e o tamanho do eleitorado de cada estado. Ultrapassar os valores estipulados pela Justiça Eleitoral acarreta sérias consequências jurídicas e financeiras.

Candidatos e legendas que desrespeitarem o teto enfrentam multa equivalente a 100% da quantia excedida, além do risco de terem a conduta enquadrada como abuso de poder econômico.