Garotinho desiste de recurso no TSE e Douglas Ruas pode levar RJ

Garotinho desiste de recurso e Douglas Ruas pode vencer eleição no 1º turno no Rio

Garotinho desiste de recurso no TSE e Douglas Ruas pode levar RJ Anthony Garotinho desiste de recurso no TSE, e Douglas Ruas pode vencer no 1º turno no RJ se votos forem anulados. Confira os detalhes. A disputa pelo governo do Rio de Janeiro pode ter uma reviravolta decisiva após Anthony Garotinho (Republicanos) desistir de recorrer contra o indeferimento de sua candidatura.

Impacto na apuração e chance de vitória no primeiro turno

Com a desistência protocolada junto ao Tribunal Superior Eleitoral, o cenário da eleição fluminense fica aberto para uma definição antecipada em favor de Douglas Ruas (PL). Na apuração oficial com 100 por cento das urnas contabilizadas, Douglas Ruas obteve 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27 por cento, ao passo que Eduardo Paes (PSD) alcançou 3.706.984 votos, somando 42,76 por cento. Anthony Garotinho registrou 274.411 sufrágios, correspondentes a 3,17 por cento, os quais continuam computados como anulados sub judice.

Como a exclusão de votos altera o percentual

Caso os votos de Garotinho sejam definitivamente descartados da base de cálculo geral, o total de sufrágios válidos sofrerá uma redução significativa, caindo de 8.669.038 para 8.394.627. Mantido o desempenho dos demais concorrentes, o índice de Douglas Ruas saltará para 50,88 por cento, superando a barreira necessária de metade mais um dos votos válidos. Por sua vez, Eduardo Paes atingirá 44,16 por cento.

Histórico do processo e próximos passos

O registro de Garotinho havia sido rejeitado inicialmente pelo Tribunal Regional Eleitoral fluminense em decorrência de uma condenação por improbidade administrativa. Os advogados do político argumentavam que o prazo de inelegibilidade expirou em julho, motivando o recurso na instância superior. O termo de desistência foi apresentado pela defesa às 14h09 desta segunda-feira (5), sob a relatoria do ministro Floriano de Azevedo Marques, sendo classificado no documento como um ato voluntário, consciente e irretratável. Apesar do movimento da defesa, a Justiça Eleitoral ainda precisa oficializar a homologação do pedido e estabelecer qual será o tratamento definitivo dado aos votos recebidos pelo candidato do Republicanos na totalização final.