Jerônimo Rodrigues aponta nova missão da Bahia para Lula

Jerônimo diz que Lula esperava segundo turno e que Bahia terá missão de reeleger o presidente

O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), declarou que o estado tem como principal missão garantir a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Vitorioso no pleito baiano com 55,80% dos votos válidos, superando ACM Neto (União), que obteve 43,72%, o gestor enfatizou que a mobilização seguirá intensa até a data da votação.

A importância da vitória nacional para a Bahia

Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (5), o chefe do executivo estadual alertou sobre a necessidade de evitar o isolamento político enfrentado por gestões anteriores. Segundo ele, o governo passado sofreu com a falta de diálogo e repasses federais para áreas essenciais como saúde e educação, obrigando o estado a arcar com os custos com recursos próprios.

Críticas aos institutos de pesquisa

O cenário das eleições também foi marcado por contestações em relação aos levantamentos de intenção de voto. O governador defendeu a exclusão de empresas de sondagem que, em sua visão, manipulam dados divulgados à população.

Apesar das divergências apontadas nas pesquisas, o político garantiu que manteve a confiança na vitória local e revelou que o candidato à Presidência já previa a necessidade de uma disputa em segundo turno, cenário discutido em contato telefônico durante a apuração dos votos.

Duas frentes de batalha na campanha

O gestor descreveu sua campanha como a participação em “duas lutas no mesmo ringue”. A primeira consistia em afastar práticas políticas antigas do estado, enquanto a segunda envolvia o alinhamento direto com o projeto presidencial nacional, frentes que, para ele, caminham juntas.

Na mesma ocasião, o governador também questionou a atuação de veículos de comunicação durante o processo eleitoral. Para ele, os candidatos devem ter autonomia para definir sua agenda de entrevistas e participação em debates, defendendo a escolha feita pelo petista de priorizar formatos alternativos, como podcasts, em detrimento de sabatinas tradicionais de emissoras de TV.

O político concluiu reforçando que a prestação de contas de um candidato deve ser direcionada estritamente aos eleitores, sem interferência de corporações midiáticas na condução das estratégias de campanha.