Petrobras confirma nova descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

Nova descoberta aumenta expectativa da Petrobras na Foz do Amazonas

Petrobras confirma nova descoberta de petróleo na Foz do Amazonas Segunda descoberta no poço Morpho eleva expectativas da Petrobras na Foz do Amazonas. Saiba mais sobre os planos e os impasses ambientais. A liderança da Petrobras confirmou que um novo achado de petróleo na bacia da Foz do Amazonas fortalece as projeções para a consolidação de uma inédita frente de exploração no território nacional.

Detalhes do poço e potencial da região

O poço catalogado como 1-BRSA-1405-APS está situado em zona de águas ultra profundas, a uma lâmina d’água de 2.886 metros e a uma distância de 175 quilômetros do litoral do Amapá. A primeira constatação de hidrocarbonetos na estrutura do poço Morpho havia ocorrido em agosto deste ano. Projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que o volume total recuperável estimado para a Bacia da Foz do Amazonas pode alcançar a marca de 10 bilhões de barris de óleo equivalente, métrica que engloba tanto o petróleo quanto o gás natural. Durante coletiva, a presidência da estatal apresentou uma amostra do óleo recuperado, classificando o material como de baixa viscosidade e excelente qualidade. Embora os parâmetros exatos permaneçam sob sigilo regulatório, a alta leveza do insumo eleva o seu valor de mercado.

Cronograma de perfuração e próximos passos

As operações de testes e manobras no poço Morpho seguem programadas até o final de outubro, período após o qual a sonda será deslocada para a Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, para atuar no prospecto Mãe de Ouro em novembro. Já na Foz do Amazonas, especificamente no Bloco FZA-M-59, o cronograma prevê o retorno de sondas no primeiro trimestre de 2027 para a perfuração de três poços de delimitação, fundamentais para mensurar as reservas e atestar a viabilidade comercial.

Impasse jurídico e ambiental

Enquanto avança nas pesquisas, a petroleira enfrenta contestações judiciais. O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou pedido no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) exigindo a interrupção imediata das atividades de perfuração e testes na área. O órgão ministerial aponta riscos operacionais, relembrando um incidente de janeiro que envolveu o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar. Além disso, a ação sustenta a necessidade de cumprimento de consultas prévias aos povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores tradicionais do Amapá e do Pará, conforme preceitua a legislação internacional.