María Corina parabeniza Flávio Bolsonaro por vitória eleitoral

María Corina parabeniza Flávio pela vitória no 1º turno

A principal voz da oposição na Venezuela, María Corina Machado, enviou felicitações ao político brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) por seu triunfo no primeiro turno da corrida presidencial no Brasil, exaltando também a ampla mobilização cívica dos eleitores.

Reconhecimento à soberania popular

Através de uma publicação em sua rede social oficial, a ativista destacou a admiração pelo povo brasileiro diante de um processo eleitoral considerado por ela como uma verdadeira lição de civismo. Segundo a venezuelana, a população demonstrou grande orgulho ao exercer o direito ao voto e reafirmar a soberania nacional, reforçando que as nações latino-americanas compartilham o anseio coletivo por viver sob bases sólidas de democracia e liberdade.

Histórico de aproximação política

O gesto público de apoio é reflexo de uma relação construída recentemente entre os dois líderes. Em março anterior, ambos haviam se encontrado durante a cerimônia de posse do presidente chileno José Antonio Kast. Naquela oportunidade, o parlamentar do Brasil compartilhou registros do diálogo e celebrou a conquista do Prêmio Nobel da Paz de 2025 por parte da oposicionista, classificando-a publicamente como uma referência para a política brasileira.

A perseguição política na Venezuela

A trajetória recente de María Corina tem sido marcada por forte perseguição institucional em seu país natal. Em outubro de 2025, o comitê responsável em Oslo a laureou com o Nobel da Paz em reconhecimento à sua luta incansável pela redemocratização venezuelana, período em que ela já enfrentava intensa hostilidade por parte do regime de Nicolás Maduro.

Após o pleito presidencial venezuelano de 2024, o governo local imputou-lhe graves acusações, incluindo conspiração e terrorismo, transformando-a em alvo de mandados de prisão e forçando-a à clandestinidade por mais de doze meses para preservar sua integridade física.

Saída clandestina e o Nobel

Sem autorização oficial para deixar o território venezuelano, a ativista empreendeu uma fuga secreta em dezembro de 2025 com destino à Europa, visando participar das festividades do Nobel.

Embora não tenha conseguido chegar a Oslo a tempo para a solenidade oficial, sua filha, Ana Corina Sosa Machado, esteve presente para receber a honraria e ler o discurso oficial em seu nome, marcando um dos momentos mais simbólicos da resistência política na América do Sudeste.