A partir de 1º de fevereiro de 2027, a representação das mulheres na política brasileira registrará um avanço histórico. Com 109 deputadas federais eleitas para a próxima legislatura, a Casa terá um acréscimo de 19 parlamentares em comparação com a composição atual, que conta com 90 assentos femininos — o que representa uma alta expressiva de 21,1%.
Distribuição geográfica e estados destaque
O estado de São Paulo lidera o ranking nacional ao eleger 16 deputadas, o equivalente a 14,7% de toda a bancada feminina do país. Na sequência, Minas Gerais garantiu 11 cadeiras e o Rio de Janeiro somou dez parlamentares.
Outros estados também se destacaram na eleição de deputadas, como Bahia, Pernambuco e Santa Catarina, cada um com seis representantes femininas. No entanto, o cenário ainda é desigual: Distrito Federal, Piauí e Roraima não elegeram nenhuma mulher para a próxima legislatura.
Perfil da bancada e forças partidárias
Do total de 109 eleitas, 59 conseguiram a reeleição para a Câmara, representando 54% do grupo feminino. Apesar do avanço conquistado nas urnas, as mulheres ainda serão minoria expressiva na Casa, dividindo espaço com 404 homens, que ocuparão cerca de 79% das vagas totais.
No panorama dos partidos políticos na Câmara, a federação composta por PT, PCdoB e PV destacou-se ao eleger 34 mulheres, o que corresponde a 31,2% da bancada feminina total. Em Minas Gerais, essa mesma federação conquistou seis vagas, respondendo por 54,5% das deputadas do estado.
Outras siglas também tiveram forte atuação regional. A federação Psol-Rede assegurou cinco cadeiras entre as mulheres em território paulista, enquanto o PL elegeu cinco deputadas no Rio de Janeiro, concentrando metade da representação feminina fluminense.
O crescimento da bancada reflete uma mudança gradual, embora ainda tímida, na representatividade de gênero no Poder Legislativo federal, evidenciando tanto os avanços quanto os desafios pendentes para a equidade na política brasileira.




















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