Caso vença a disputa pela Presidência da República deste ano, o senador Flávio Bolsonaro pretende realizar uma viagem oficial a Israel logo nos primeiros dias de sua gestão.
Retomada diplomática e conexões internacionais
O principal propósito dessa missão diplomática é restabelecer os canais de comunicação com o governo israelense. Atualmente, essas ligações encontram-se rompidas em virtude do afastamento promovido pela gestão do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que possui divergências públicas com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Os planos do candidato do PL foram revelados durante um encontro com lideranças da Confederação Israelita do Brasil (Conib), realizado em São Paulo. A agenda faz parte de uma série de diálogos da entidade com postulantes à oposição, que também já dialogou com nomes como Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos.
Histórico familiar e o racha diplomático
A iniciativa de Flávio espelha os passos de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que também elegeu o território israelense como destino de sua primeira viagem oficial internacional após assumir o Palácio do Planalto em 2019, cultivando forte aliança com Netanyahu.
As relações bilaterais desandaram de vez em fevereiro de 2024, quando o governo de Israel declarou Lula como persona non grata. O atrito ocorreu após o líder brasileiro equiparar as ações militares na Faixa de Gaza — desencadeadas após os atentados terroristas do Hamas em outubro de 2023 — ao genocídio de judeus perpetrado por Adolf Hitler durante o regime nazista.
Diante do episódio, o comando israelense exigiu uma retratação formal e um pedido de desculpas público, postura que o Palácio do Planalto nunca adotou, congelando indefinidamente o trânsito diplomático entre as duas nações.
Cenário político em Israel
Enquanto o panorama brasileiro se movimenta para o pleito presidencial, o cenário político israelense também se prepara para mudanças. O país agendou eleições gerais para o dia 27 de outubro, marcando o primeiro processo eleitoral desde o avanço do conflito na região.
Levantamentos recentes de institutos de pesquisa apontam um cenário desafiador para a permanência de Netanyahu no poder, com vantagem para a oposição liderada pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot. Netanyahu comanda o país desde dezembro de 2022, somando ainda longos períodos anteriores à frente do cargo entre 2009 e 2021, além dos anos 1990.
















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