Eleições 2024: descubra os estados com disputas mais acirradas

Saiba quais estados têm as eleições mais duras e onde a parada caminha para o fim no dia 4

As pesquisas eleitorais funcionam como termômetros essenciais para compreender o comportamento do eleitorado e identificar quais governos estaduais ainda vivem cenários de total indefinição na reta final da campanha.

Cenários indefinidos no Nordeste e Centro-Oeste

Levantamentos recentes de institutos como Quaest, Datafolha e AtlasIntel revelam que seis unidades federativas apresentam disputas extremamente apertadas, onde os principais candidatos aparecem separados por margens mínimas, configurando empate técnico.

No Ceará, os números apontam uma distância quase nula entre os líderes: Ciro Gomes (PSDB) registra 44% e Elmano de Freitas (PT) tem 43% no Datafolha, enquanto a Quaest aponta 43% a 41%, respectivamente. Já em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) dividem a liderança com 42% cada, conforme dados da Quaest.

Outros estados que entram na lista de maior volatilidade são o Espírito Santo, com Ricardo Ferraço (MDB) à frente com 33% contra 31% de Lorenzo Pazolini (Republicanos), e Alagoas, onde JHC (PSDB) soma 43% e Renan Filho (MDB) alcança 41%. Fechando esse grupo de alto risco, o Mato Grosso mostra Otaviano Pivetta (Republicanos) com 29% e Wellington Fagundes (PL) com 27%.

Disputas intermediárias e pluralidade regional

Em paralelo aos duelos acirrados, existem praças onde a vantagem do primeiro colocado é um pouco maior, mas a presença de concorrentes competitivos impede uma definição antecipada e mantém o clima de suspense.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) lidera com 34%, seguido por Douglas Ruas (PL) com 25%. O Paraná apresenta Sergio Moro (PL) na frente com 36%, enquanto Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) dividem a segunda posição com 20% cada.

A dinâmica se repete no Rio Grande do Sul, com Luciano Zucco (PL) marcando 29% ante 23% de Juliana Brizola (PDT). No Distrito Federal, Celina Leão (PP) atinge 33%, com Leandro Grass (PT) em segundo com 21%. O Acre traz Mailza Assis (PP) com 36% e Alan Rick (Republicanos) com 28%, ao passo que no Amazonas Omar Aziz (PSD) detém 29% frente aos 19% de Maria do Carmo Seffair (PL). Por fim, o Pará tem Dr. Daniel Santos (Podemos) com 41% contra 32% de Hana Ghassan (MDB), e Rondônia destaca Marcos Rogério (PL) com 37% e Adailton Fúria (PSD) com 21%.

Estados com cenários consolidados

Por outro lado, o mapa político brasileiro também evidencia territórios onde a vantagem dos líderes supera com folga as margens de erro estatísticas. É o caso de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Roraima, Santa Catarina, Paraíba, Maranhão e Goiás, onde a resolução do pleito pode acontecer logo no primeiro turno. A exceção notável entre os estados de vantagem dilatada é Minas Gerais, cuja trajetória aponta diretamente para a realização de um segundo turno.