O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a cooperação estreita entre os governos estaduais e federais será determinante para intensificar o combate às facções criminosas no país. Durante participação em um programa de entrevistas nesta quinta-feira, 8, o chefe do Executivo paulista destacou a necessidade de sufocar as finanças do crime organizado e apoiar a classificação dessas estruturas como grupos terroristas.
Estratégias contra a lavagem de dinheiro
O avanço das organizações criminosas sobre setores da economia formal representa um dos principais obstáculos para as forças de segurança, segundo o governador. Contudo, ele avalia que a atuação conjunta com órgãos federais simplifica a desarticulação de esquemas de lavagem de capitais.
Ferramentas tecnológicas e órgãos de controle ganham papel central nessa estratégia. O uso de inteligência artificial aliado a dados do Banco Central, da Receita Federal e do Coaf é apontado como indispensável para mapear a movimentação e a origem de verbas ilícitas. A meta é tornar transparente o fluxo financeiro gerado pelo crime.
Classificação como terrorismo e debate político
O debate sobre enquadrar cartéis e facções como organizações terroristas ganhou força no cenário nacional. Aliado de Flávio Bolsonaro, que defende endurecer a legislação nessa área, Tarcísio rebateu críticas de que a medida feriria a soberania nacional, citando o modelo adotado pelos Estados Unidos contra cartórios mexicanos.
A tipificação como terrorismo aumentaria o rigor dos bancos na checagem de transações financeiras. Por fim, o governador questionou a efetividade de gestões anteriores no enfrentamento à criminalidade e prometeu uma mudança drástica nos resultados com a nova articulação política.
















Leave a Reply