O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, agendou para a próxima terça-feira (15) uma sessão plenária crucial para examinar um relatório da Polícia Federal (PF) que aponta uma suposta conexão entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
H2 Validade do documento e atuação de Mendonça H3 Questionamentos internos na Corte
Durante a sessão, os ministros vão debater a legalidade do dossiê produzido a mando do ministro André Mendonça, que relata o caso Master. Setores do tribunal criticaram a decisão de Mendonça de ordenar diligências contra outro membro da Corte sem o aval prévio do plenário.
H2 Posição da PGR e destino das investigações
Além da validade das provas, o colegiado examinará a solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para invalidar todo o procedimento. Os magistrados precisam definir se o material recolhido legitima a abertura de um inquérito contra Moraes ou se o processo deve ser encerrado de vez.
O dossiê em questão surgiu de mensagens de texto extraídas do aparelho telefônico de Vorcaro, confiscado no âmbito da Operação Compliance Zero. O material compreende diálogos via WhatsApp datados entre março de 2024 e agosto de 2025, contendo registros de interações e encontros presenciais entre o financista e o magistrado.
O conteúdo tornou-se público no dia 1º de setembro, após a retirada do sigilo determinada por André Mendonça. Na época, a PGR manifestou-se pela nulidade do caso, sustentando que o relator agiu sem ser acionado pelo Ministério Público ou pela corporação policial ao ordenar averiguações sobre o alvo das mensagens. A visão da Procuradoria é de que qualquer apuração envolvendo Moraes exigia deliberação do plenário do STF.



















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