Os programas eleitorais de rádio e televisão parecem operar em uma realidade paralela, ignorando completamente o ritmo frenético da política contemporânea. Enquanto o debate público nas redes sociais se transforma a cada minuto, a programação tradicional insiste em manter um roteiro engessado.
O abismo temporal na propaganda política
Essa dinâmica cria uma sensação de anacronismo no eleitorado. Os postulantes aos cargos públicos continuam adotando estratégias de comunicação que funcionavam décadas atrás, fingindo que o cenário social e econômico do país permaneceu estático desde a semana anterior.
A estratégia do esquivamento estratégico
Durante as exibições na telinha, a prioridade evidente é evitar desgastes desnecessários. Em vez de confrontar os problemas urgentes da população, as equipes de marketing apostam em discursos vazios, promessas genéricas e ataques calculados para gerar clipes de 30 segundos.
Esse comportamento gera um profundo distanciamento entre os concorrentes e o cidadão comum, que busca respostas concretas para a inflação, o desemprego e a segurança pública, mas encontra apenas encenações ensaiadas.
O impacto das redes sociais no consumo de notícias
Enquanto a televisão aposta na previsibilidade, o eleitor já migrou para ambientes digitais onde a informação é descentralizada e imediata. Esse contraste evidencia a falência do modelo tradicional de fazer campanha, que trata o eleitor como um mero espectador passivo.
A insistência em ignorar os fatos recentes e as crises que eclodem diariamente transforma o horário eleitoral em um exercício de ficção política, cada vez mais distante dos reais anseios da sociedade brasileira.
Em suma, a persistência desse formato arcaico apenas reforça a crise de representatividade, mostrando que a classe política ainda reluta em acompanhar a velocidade e a exigência por transparência da população conectada.














Leave a Reply