Pesquisa Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno

Pesquisa Quaest: Lula e Flávio empatam com 41% no 2º turno

Divulgada nesta segunda-feira, dia 7 de setembro, a nova rodada de dados da Pesquisa Quaest aponta um empate numérico no segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos com 41% das intenções de voto. O levantamento ainda aponta que 13% dos entrevistados votariam em branco ou nulo, ao passo que 5% se declararam indecisos.

Evolução do cenário e primeiro turno

Na sondagem anterior, realizada na semana passada, o atual mandatário registrava 42%, enquanto o parlamentar do PL já pontuava 41%, marcando o primeiro empate numérico entre os dois concorrentes desde março deste ano. A série histórica demonstra uma retração na vantagem que o petista detinha anteriormente; em 26 de julho, por exemplo, o presidente liderava por 45% a 37%, com uma diferença de oito pontos percentuais que foi se desfazendo ao longo das semanas.

No que tange aos cenários para o primeiro turno, Lula permanece na ponta com 36% da preferência do eleitorado, recuando um ponto em relação aos 37% anteriores. Flávio Bolsonaro segue na segunda colocação, oscilando de 30% para 29%, mantendo assim a distância de sete pontos percentuais entre os principais nomes.

Desempenho dos demais concorrentes

Entre os outros postulantes ao cargo no primeiro turno, Augusto Cury (Avante) passou de 10% para 8%, enquanto Renan Santos (Missão) se manteve estável em 3%. Já Ronaldo Caiado (PSD) subiu de 1% para 3%, e Romeu Zema (Novo) foi de 1% para 2%. Pablo Marçal (PRTB) pontuou 1%, ao passo que os demais candidatos não pontuaram. O grupo de indecisos soma 9%, e 8% pretendem votar em branco, nulo ou abster-se.

Comportamento do eleitorado independente

No segmento dos eleitores independentes, Lula lidera no primeiro turno com 24%, seguido por Augusto Cury com 17%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 9%. Já na simulação de segundo turno dentro deste mesmo grupo, o senador aparece com 32% contra 28% do atual presidente, com 30% optando por branco, nulo ou nenhum dos dois, demonstrando que não há um direcionamento consolidado nessa faixa do eleitorado.

Avaliação da gestão federal e metodologia

A pesquisa também identificou uma trajetória de alta na rejeição ao governo, com a desaprovação atingindo 50% e a aprovação recuando para 43%, configurando uma distância de sete pontos desfavorável ao Executivo. Nas medições recentes, o índice favorável caiu sucessivamente de 48% para 46%, depois 45%, até chegar aos atuais 43%.

Trata-se do primeiro levantamento do instituto conduzido integralmente após a escalada da crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), impulsionada pela divulgação de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pela solicitação de investigação contra André Mendonça. A coleta de opiniões ouviu 2.004 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro, registrando margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, grau de confiança de 95%, sob o registro oficial BR-01720/2026 na Justiça Eleitoral.