A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter Andrei Rodrigues na chefia da Polícia Federal (PF) provocou uma onda de revolta e duras críticas entre parlamentares e lideranças da oposição ao governo federal.
Repercussão e acusações no Congresso
A reversão da ordem de afastamento gerou reações imediatas nas redes sociais. A medida inicial havia sido determinada por André Mendonça e referendada pela maioria da 2ª Turma da Corte, em meio a suspeitas sobre a elaboração de relatórios de inteligência relacionados ao caso do Banco Master.
Para o senador Flávio Bolsonaro, a situação institucional do país é caótica, afirmando que o Brasil virou uma “várzea” e cobrando uma intervenção do ministro Edson Fachin para resgatar o país.
Críticas incisivas de parlamentares
No mesmo sentido, o senador Carlos Viana cobrou ações enérgicas do Senado Federal, exigindo a abertura de sessões para debater o impeachment de ministros da Suprema Corte e questionando a inércia da mesa diretora da Casa.
O senador Sergio Moro apontou que a movimentação de Dino atropelou a decisão colegiada da 2ª Turma e ignorou regras processuais básicas, destacando que o afastamento inicial baseou-se em fortes indícios de uso político da estrutura de inteligência da PF.
Termos duros e pedidos de prisão
Na Câmara dos Deputados, Marcel van Hattem classificou a medida como um “golpe” institucional, enquanto Nikolas Ferreira ironizou o cenário político atual.
O governador mineiro Romeu Zema reforçou as críticas ao sistema e cobrou consequências jurídicas, afirmando que seu partido protocolou pedido de prisão para o diretor-geral da PF.
Fechando o coro de indignação, o governador goiano Ronaldo Caiado definiu o episódio como um sintoma claro de uma “ditadura da toga”, argumentando que a segurança jurídica do país foi completamente implodida pela decisão.















Leave a Reply