Motorola perde no Conar por propaganda de memória RAM

Exclusivo: Motorola sofre derrota em órgão de publicidade

A Motorola sofreu um revés importante no Conselho de Autorregulamentação da Publicidade e precisará modificar a maneira como divulga a memória RAM de seus smartphones no mercado brasileiro.

A polêmica da soma de RAM física e virtual

Nos últimos meses, a fabricante adotou a estratégia de somar a memória RAM real à RAM virtual ao destacar as especificações técnicas de seus aparelhos. Enquanto a prática tradicional da indústria separa esses dados para evitar confusões, a marca passou a exibir números combinados em destaque, separando os detalhes em letras menores.

Julgamento unânime no Conar

O Conselho de Ética da entidade se reuniu e determinou, por unanimidade, que a empresa altere sua conduta publicitária. A deliberação ocorreu durante uma sessão conjunta envolvendo a quinta e a oitava câmaras do órgão, com base nas normas do Código de Autorregulamentação.

Impacto nas campanhas e próximos passos

A determinação exige que a companhia ajuste todas as suas peças de marketing, abrangendo tanto os canais digitais quanto os materiais exibidos em lojas físicas. Embora o órgão seja uma associação privada cujas decisões não equivalem a sentenças judiciais, o mercado publicitário costuma seguir rigorosamente suas orientações.

Regras do código de publicidade

O artigo 27 do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária determina que toda comunicação comercial deve refletir com exatidão as características reais do item anunciado. A legislação interna proíbe qualquer elemento visual ou textual capaz de induzir o cliente ao erro no momento da compra.

Apesar da derrota sofrida na deliberação recente, a fabricante ainda tem o direito de apresentar um recurso caso queira contestar o entendimento da entidade reguladora.