Meta rejeita acusação de interferência na campanha de Lula

Meta nega interferência na campanha de Lula

A Meta, gigante tecnológica que controla o Facebook, o Instagram e o WhatsApp, rechaçou publicamente as denúncias de interferência nas eleições feitas pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a companhia, as instabilidades técnicas relatadas pelos representantes petistas não atingiram perfis específicos e tampouco se limitaram ao território brasileiro.

Em nota oficial divulgada em um domingo, 11, a corporação classificou as acusações como infundadas. “As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”, destacou o comunicado, reforçando que a empresa atua em total conformidade com a legislação eleitoral e preserva a igualdade de condições no uso de suas redes sociais.

A polêmica e a ordem da Justiça Eleitoral

A polêmica ganhou força após o Partido dos Trabalhadores (PT) acusar a big tech de prejudicar a visibilidade de Lula e beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro, opositor do atual chefe do Executivo na disputa marcada para o dia 25 de outubro de 2026. Entre as queixas da legenda estão a queda drástica no alcance orgânico, obstáculos para o impulsionamento de posts e o bloqueio da conta de anúncios oficial da chapa presidencial.

Conforme a equipe jurídica petista, as falhas operacionais começaram a ser percebidas no encerramento de 2025, evidenciando discrepâncias expressivas no engajamento entre os dois principais concorrentes ao pleito.

Cobrança do Tribunal Superior Eleitoral

Diante do cenário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigiu no sábado, 10, que a Meta preste esclarecimentos formais no prazo improrrogável de 48 horas. A corte determinou que a empresa detalhe quais critérios de moderação foram aplicados aos perfis envolvidos, justifique eventuais oscilações no alcance das postagens e esclareça discrepâncias métricas nas visualizações.

Além disso, a decisão judicial cobrou justificativas a respeito do suposto bloqueio da ferramenta de anúncios da campanha e ordenou a guarda de todos os registros digitais pertinentes ao processo. Paralelamente, os advogados do presidente informaram que acionarão a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para investigar os episódios.

Até o momento, não existem evidências concretas que confirmem qualquer atuação proposital da plataforma para beneficiar concorrentes na disputa eleitoral.