Um protesto em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, foi marcado por ataques direcionados ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e por modificações em símbolos nacionais.
Cartazes e ataques na Avenida Paulista
Durante o ato dominical, participantes exibiram cartazes que faziam comparações diretas entre o político do PL e Adolf Hitler. Uma das peças trazia o candidato retratado com o bigode característico do ditador nazista, enquanto outra exibia uma suástica estilizada acompanhada da frase “Foge Flávio”.
A família do ex-presidente também foi alvo de outras mensagens espalhadas pela via. Uma faixa estendida no asfalto culpava o clã pelas vítimas da pandemia, com os dizeres “Se o pai matou 700 mil, imagina o filho”. Um boneco inflável representando Flávio Bolsonaro como um rato e portando um cheque de R$ 143 milhões do Banco Master — quantia para a qual não há comprovação de recebimento ou solicitação — também integrou o protesto, acompanhado de coros de ofensa contra o ex-presidente.
Modificação na bandeira e símbolos comunistas
Outro ponto que chamou a atenção foi a alteração da bandeira nacional. Manifestantes estenderam o símbolo pátrio com a frase “Sem Anistia” substituindo o lema oficial “Ordem e Progresso”, o que configura infração à Lei nº 5.700/1971, que veda modificações no estandarte.
No local, circularam ainda referências históricas e ideológicas diversas, como uma camiseta em homenagem a Carlos Marighella, líder da Ação Libertadora Nacional, além de faixas com foice e martelo que propunham um “voto crítico em Lula” e a formação de uma “alternativa comunista”.
Presença de movimentos sociais
A mobilização reuniu ainda bandeiras e militantes de diferentes organizações, incluindo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, a União Nacional dos Estudantes e o pavilhão palestino.
















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