Ex-funcionários da Casas Bahia relatam atraso em rescisões

Demitidos da Casas Bahia relatam problemas com rescisão

Trabalhadores recentemente desligados da Casas Bahia estão enfrentando sérios obstáculos para receber as respectivas verbas rescisórias, além de encontrarem dificuldades para sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e dar entrada no seguro-desemprego.

Denúncias de demissões em massa

De acordo com dados repassados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, mais de 80 denúncias formais já foram registradas por causa dos atrasos e entraves burocráticos nos pagamentos.

Esses cortes em massa aconteceram instantes antes de a rede varejista oficializar um pedido de recuperação judicial em 16 de agosto, processo que abrange um passivo de R$ 17,3 bilhões, sendo R$ 754 milhões referentes apenas a obrigações trabalhistas. Na ocasião, a companhia confirmou a dispensa de aproximadamente 3 mil colaboradores e o encerramento das atividades em 298 unidades físicas.

Intervenção da Justiça do Trabalho

Diante da situação, a entidade sindical moveu uma ação na Justiça para contestar a legalidade dos desligamentos em grande escala promovidos pela empresa.

No dia 2 de setembro, o Tribunal Superior do Trabalho validou uma liminar que interrompeu as demissões coletivas, ordenando a volta imediata ao trabalho e a restituição dos benefícios para 1.900 profissionais. A varejista apresentou recurso contra a decisão.

Negociação de acordo nacional

Enquanto o embate jurídico se arrasta nos tribunais, as famílias afetadas lidam com graves apertos financeiros e falta de recursos para suprir necessidades fundamentais do dia a dia.

A confederação sindical agora tenta viabilizar um entendimento nacional para garantir a quitação imediata dos direitos trabalhistas, sugerindo inclusive o emprego de verbas que já estão reservadas dentro do processo de reestruturação financeira da empresa.

A pauta de negociações também engloba a garantia de continuidade do plano de saúde em casos pontuais e a exigência de que os acertos financeiros sejam quitados em parcela única, visando amenizar o impacto da crise sobre os ex-colaboradores.