O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou ter plena confiança na condução de Andrei Rodrigues como diretor-geral da Polícia Federal (PF). Em declarações concedidas ao SBT, o chefe do Executivo enalteceu a trajetória de mais de trinta anos do delegado na instituição e reforçou que a corporação tem apresentado resultados expressivos durante o atual governo.
Reviravolta jurídica no Supremo Tribunal Federal
O posicionamento de Lula surge logo após um momento de forte instabilidade institucional provocado por determinações conflitantes no Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça-feira (8), o ministro André Mendonça havia ordenado o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues e do chefe da Diretoria de Inteligência Policial, Leandro Almada, sob a justificativa de apurar supostas irregularidades na confecção e no manejo de relatórios de inteligência.
A situação sofreu uma reviravolta no dia seguinte, quando o ministro Flávio Dino revogou a medida e determinou o retorno imediato dos delegados aos seus postos. Pouco depois, o presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin, optou por suspender os efeitos de ambos os despachos. Dessa forma, Rodrigues foi mantido na chefia da PF, devendo apenas encaminhar esclarecimentos formais sobre sua permanência à frente da instituição.
Atuação da AGU e prerrogativas do Executivo
Antes do despacho emitido por Dino, a Advocacia-Geral da União (AGU), liderada pelo ministro Jorge Messias, já havia ingressado com recurso para anular o afastamento imposto por Mendonça. A peça jurídica sustentou que a decisão judicial violava a competência privativa do presidente da República de nomear a cúpula da corporação.
Lula validou a iniciativa de Messias, ressaltando que é dever primordial da AGU prestar assessoria jurídica e salvaguardar as atribuições constitucionais dos membros da administração federal. O presidente também desfez especulações de atrito entre o advogado-geral da União e André Mendonça, classificando o convívio entre os dois como estritamente técnico e institucional.
Produtividade policial e investigações de repercussão
Ao fazer um balanço do trabalho policial, o chefe de Estado enfatizou que a corporação bateu marcas relevantes na apreensão de entorpecentes, no cumprimento de mandados de prisão e no confisco de ativos ligados a esquemas ilícitos. Lula lembrou que a equipe comandada por Rodrigues esteve à frente de diligências de grande escala contra o crime organizado e mencionou o inquérito sobre o Banco Master, que resultou na detenção do ex-proprietário da instituição, Daniel Vorcaro.
Apesar de defender a alta qualificação do diretor-geral, o mandatário pontuou que ninguém está imune à lei. “Se ele cometeu erro, que ele seja julgado”, concluiu o presidente, reafirmando que eventuais desvios devem ser apurados com o devido processo legal, sem prejuízo ao reconhecimento das entregas operacionais da PF.



















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