O docente de Direito Roberto Beijato, vinculado à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), relatou estar sofrendo uma intensa campanha de intimidação e ataques digitais motivados por divergências ideológicas. A reação dos discentes ocorreu na sequência da divulgação de uma gravação na qual ele criticava depredações ocorridas na Avenida Paulista durante um protesto a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado no domingo, 11.
Ataques virtuais e ligação com mandato político
Conforme o advogado, o diretório acadêmico está por trás dos episódios de difamação nas redes sociais. Para Beijato, a animosidade tem fundo político e guarda relação direta com a sua atuação profissional como assessor do vereador paulistano Lucas Pavanato (PL), parlamentar que obteve mais de 3 milhões de votos nas urnas. O professor avalia que a postura agressiva dos alunos reflete a frustração com os resultados eleitorais recentes.
O docente também rebateu acusações de uso da máquina acadêmica para fins ideológicos, ressaltando que jamais utilizou as dependências da instituição para fazer militância. Em contrapartida, apontou que coletivos estudantis de esquerda costumam promover eventos partidários e receber figuras polêmicas dentro do campus.
Clima de medo e patrulhamento ideológico na universidade
O episódio trouxe à tona velhas críticas do acadêmico sobre o pluralismo de ideias no ensino superior. Segundo seu relato, discentes de matiz conservadora frequentemente optam pelo silêncio por temerem punições e perseguições por parte dos grupos hegemônicos. Ele afirmou receber mensagens constantes de matriculados que se sentem sufocados pelo ambiente de patrulhamento.
Na visão do professor, o centro acadêmico deveria atuar como um espaço democrático para toda a comunidade discente, sem distinção de matiz político.
Críticas a ativista e convocação para ato
Durante seus pronunciamentos, Beijato reprovou a presença de figuras como o ativista Thiago Ávila em dependências universitárias, rotulando-o de antissemita devido a episódios anteriores envolvendo hostilidade contra judeus.
Apesar da pressão sofrida, o advogado garantiu que não pretende ceder às intimidações e convocou os alunos que compartilham de suas visões a se manifestarem. Está agendada uma mobilização para a quarta-feira 14, às 18h, na tradicional Rua Maria Antônia, situada no bairro da Consolação, na capital paulista.
















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