O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta quinta-feira (8), a partir das 10h, a análise de um pedido protocolado por Anthony Garotinho (Republicanos) para retirar o recurso contra a impugnação de sua candidatura ao governo fluminense.
Impacto nas urnas e o cenário político A deliberação da Corte tem potencial para provocar uma reviravolta no cenário político do estado. Se o pedido for aceito e os sufrágios do político forem oficializados como anulados, o Tribunal Regional Eleitoral poderá realizar um novo cômputo dos dados das urnas, alterando o desfecho do pleito.
O peso dos votos de Douglas Ruas Com a eventual invalidação dos registros direcionados ao candidato do Republicanos, o cenário de disputa pode se transformar drasticamente. A exclusão dessa parcela do eleitorado fará com que o patamar de 50% dos votos válidos — descontados brancos e nulos — seja recalculado, abrindo caminho para que Douglas Ruas (PL) alcance a maioria necessária e seja proclamado vencedor logo no primeiro turno.
Origem da inelegibilidade O impedimento legal que atinge a candidatura decorre de uma condenação imposta pela Justiça Eleitoral em 2018, fundamentada na prática de ato doloso de improbidade administrativa. Mesmo com a barreira jurídica, a movimentação processual atual mantém o foco na validade dada ao total de sufrágios recebidos.
Posicionamento da Justiça Eleitoral Dias antes da sessão plenária, o ministro Floriano de Azevedo Marques, integrante do TSE, já havia sinalizado que a tendência jurídica seria tratar os registros de Garotinho como nulos sub judice, impedindo que fossem contabilizados como válidos.
Desfecho para o governo estadual A manifestação do Ministério Público Eleitoral, emitida na última terça-feira (6), foi favorável à pretensão de desistência apresentada pela defesa. Com todos os elementos na mesa, o colegiado do TSE sela o destino jurídico do processo e define se o Rio de Janeiro terá um novo governador eleito na primeira etapa da votação.




















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