A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis realiza nesta quarta-feira os maiores leilões de sua história, colocando em disputa 326 blocos voltados para a exploração e a produção de óleo e gás. As rodadas de concorrência pública acontecem na sede do órgão regulador, situada no Centro do Rio de Janeiro.
O mercado se divide entre o otimismo das petroleiras e a cautela de ambientalistas
As ofertas do dia contemplam 13 áreas localizadas na camada pré-sal, além de dois setores situados na Bacia do Ceará, região que integra a promissora Margem Equatorial. A programação começa às 9h com o quarto ciclo de partilha, focando no litoral do Sudeste, e prossegue às 14h com o sexto ciclo de concessão, que abrange centenas de blocos terrestres e marítimos.
Ao todo, dezenas de companhias nacionais e estrangeiras foram habilitadas para o processo. Entre as gigantes globais estão nomes como Shell, TotalEnergies, Equinor, BP, Chevron e Sinopec, além da própria Petrobras, que possui direito de preferência nos campos de partilha para atuar como operadora com fatia mínima de 30%.
Debates sobre reservas e meio ambiente
Especialistas do setor energético apontam que a oferta de novas áreas é indispensável para evitar o declínio da produção brasileira na próxima década e repor as reservas nacionais. Por outro lado, organizações não governamentais manifestam forte preocupação com os impactos ecológicos e sociais, tendo ajuizado ações civis públicas para questionar a sobreposição de blocos com reservas indígenas, unidades de conservação e territórios de pesca.
Enquanto analistas discutem os rumos da soberania energética e a possível entrada de mais capital estrangeiro no pré-sal, a expectativa do governo é arrecadar recursos expressivos e impulsionar novos investimentos na cadeia produtiva do setor petrolífero brasileiro.
















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